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Vereador chama de porcaria música de Pabllo, Anitta e Ludmila, mas é repreendido: "respeite as divergências"

Declaração de Leonardo Dias foi rebatida por colega de Parlamento, que pediu respeito às diversidades

O vereador Leonardo Dias (PL) chamou as músicas de Anitta, Ludmila e Pabllo Vittar de ‘porcaria’ e ‘desgraça’ durante sessão plenária da Câmara Municipal de Maceió, na manhã desta terça-feira (18). A declaração dele se deu no momento em que estava sendo repercutida a audiência pública sobre segurança nas escolas, ocorrida nessa segunda-feira (17). Dias foi repreendido por uma colega de Parlamento, que pediu respeito as diversidades.

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Ele pediu um aparte ao pronunciamento do vereador Joãozinho (PSD), propositor da sessão pública, e sugeriu que a sociedade precisaria repensar o modelo da educação por acreditar que os valores estão sendo deturpados atualmente.

“Na minha época, a gente tinha ordem, disciplina, sabíamos o que era certo e o que era errado. Hoje, com este relativismo moral, o professor que rezar um ‘Pai Nosso’ com um aluno não vai dar uma semana para esse vídeo estar na internet e ser punido. Agora, quando dá o intervalo da aula, se toca de tudo de música que não presta”, declarou.

Segundo Leonardo Dias, a chamada educação libertadora, como ele classifica a metodologia empregada no sistema de ensino no País, estaria mostrando os primeiros sinais de que não serve para o Brasil. “Tocar Hino Nacional nas escolas é uma afronta, uma ofensa para o aluno, mas tocar música porcaria de Ludmilla, Pabllo e Anitta e essa desgraça toda que nossa sociedade produziu, aí é legal”, critica.

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Ele disse pensar que não adianta mais implantar dispositivos de segurança nas escolas diante do relativismo moral e da inversão de valores. “Porque quem quer matar, vai matar, seja como for. Estamos enxugando gelo”.

A fala do vereador foi rebatida em plenário por Olívia Tenório (MDB). Ao se referir ao colega, ela afirmou que era necessário ter cuidado com o que se prega para evitar desrespeito às divergências. “Precisamos ter respeito com aquilo que a gente não gosta também. São artistas que passaram por muita coisa, superaram dificuldades para mostrar que são capazes. Pabllo é da comunidade LGBT, que é a que mais morre no Brasil. Hoje, tem mostrado que merece, sim, viver, ser reconhecido e ter sua produção cultural difundida”, destacou.

Ela ainda defendeu Anitta e Ludmila, que, igualmente a Pabllo, demonstraram capacidade técnica de levar a cultura em nível nacional e até internacional, sem precisar, com isso, enveredar-se ao mundo do crime. “Tem que entender toda a história e a representatividade destes artistas”, resumiu.

Dias pediu a oportunidade e esclareceu que não se dirigiu às pessoas, mas à produção cultural delas, reafirmando que “considera uma porcaria”. “Não consigo admitir que a objetivação, a coisificação, a referência à apologia ao uso de drogas, deva ser disseminada. Isso não pode estar no ambiente escolar. Não quero isso para os meus filhos”, acrescentou.

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