‘Abril Vermelho’: ALE cria frente parlamentar contra invasão da propriedade privada
Ação contou com o apoio formal de deputados, que debateram o início do Abril Vermelho na tribuna da Casa de Tavares Bastos
O início do ‘Abril Vermelho’ e as consequências das ações pelos movimentos agrários do país foi discutido na Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE). Como reação ao que considera como ameaças, um grupo de deputados anunciou a criação da Frente Parlamentar em Defesa da Propriedade Privada. Em pronunciamento, nessa quarta-feira (5), a deputada Cibele Moura (MDB) falou do “fantasma” da invasão de áreas produtivas por movimentos de sem terras que atuam em todo o Estado de Alagoas.
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Da tribuna da Casa de Tavares Bastos, a deputada se posicionou contra a estratégia do movimento. “Há um burburinho, em Alagoas, de que grupos começam a se movimentar para invadir terras produtivas no Estado. Acredito que essa Casa precisa se posicionar, dizer que não compactua com quem fere a lei”, alertou a parlamentar.
Ela disse ainda que não é contra a distribuição de terra ou desapropriações para partilha com os movimentos e quem mais queira produzir. "Mas tenho tudo contra quem invade terra, quem coloca fogo em máquinas de trabalhadores, quem entra em terras produtivas do Estado para fazer baderna, atentar contra a ordem pública do estado democrático de direito”, acrescentou a parlamentar.
Segundo Cibele, a maior preocupação dos produtores rurais é quanto a possibilidade, mesmo com terras produtivas, de terem o seu patrimônio dilapidado.


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Diante disso, ela anunciou a criação da Frente Parlamentar em Defesa da Propriedade Privada. A ação contou com o apoio formal dos deputados Gilvan Barros Filho (MDB) e Cabo Bebeto (PL). A causa também é defendida pelos deputados Bruno Toledo (MDB), Dr. Wanderley e Fernando Pereira (PP).
Bebeto lembrou que já tramita na ALE o PL 277, que prevê multa e sansões administrativas aos invasores de terras públicas ou privadas. Em sua avaliação, nada é por a caso, mas sim "porque sentem o momento favorável."

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Para Gilvan Barros, é necessário separar os trabalhadores da agricultura familiar dos que, segundo ele, são "malfeitores". O deputado destacou que os assentados que querem produzir têm o apoio da Casa.
“A gente está contra os malfeitores que querem invadir terras e estamos ao lado da agricultura familiar, daqueles assentados, dos que querem trabalhar e produzir", completou Barros.
Em Alagoas, o Governo do Estado está atendendo a situação. Tanto que, de acordo com o líder do governo, deputado Silvio Camelo (PV), recentemente, foi adquirida uma fazenda por R$ 6 milhões para fins de reforma agrária.
Conforme o deputado Fernando Pereira, entre os municípios que estaria na mira dos movimentos, estão Capela e Maragogi.

