Morte de Dimas Holanda completa 26 anos e família espera por justiça
Bancário foi assassinado com 21 tiros, sendo 12 de pistola 9 milímetros, que o atingiram na cabeça
Após 26 anos da morte de Dimas Holanda, a família do bancário ainda aguarda por Justiça. Ele foi assassinado com 21 tiros, sendo 12 de pistola 9 milímetros, que o atingiram na cabeça. O ex-deputado João Beltrão - já falecido - é considerado o mandante do crime.
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Também são apontados como executores materiais do crime Eufrásio Dantas, o Cutita; o ex-sargento PM Daniel Sobrinho, José Carlos Ferreira (o Ferreirinha), Paulo Nei e Valdomiro Barros.
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O crime teria sido praticado a mando do deputado João Beltrão, que virou réu em março de 2017, mas morreu antes mesmo de ir a julgamento, em dezembro de 2019.
Agora, a família espera conseguir uma audiência com o presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), desembargador Fernando Tourinho, e o desembargador Tutmés Airan.


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ENTENDA O CASO
O Ministério Público (MP) acusou o deputado João Beltrão de ser o autor intelectual do homicídio, que seria duplamente qualificado devido ao motivo fútil e ao uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, executada no dia 3 de abril de 1997, no Conjunto Santo Eduardo, bairro do Poço, em Maceió.
O pleno do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL) acatou, por unanimidade, em março de 2017, a denúncia contra o deputado estadual licenciado João Beltrão. Com a aceitação dos desembargadores, o parlamentar virou réu no processo. A denúncia chegou à Corte de Justiça no dia 16 de dezembro de 2016.
Daniel Luiz da Silva Sobrinho, Eufrásio Tenório Dantas, Paulo Nei Moraes, Paulo Pereira dos Santos e Valdomiro dos Santos Barros teriam praticado o crime a mando de João Beltrão.
Segundo as acusações, o parlamentar cometeu o crime em razão de ciúme de Clécia Madalena de Oliveira, com quem mantinha um relacionamento extraconjugal à época dos fatos. Clécia teria reclamado ao seu suposto amante, João Beltrão, que a vítima estaria, insistentemente, assediando-a.
