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Aluno que matou professora usou máscara igual a do Massacre de Suzano

Adolescente de 13 anos foi apreendido após esfaquear e matar professora de 71 anos e ferir outras três educadoras e um estudante

O aluno de 13 anos que matou nesta segunda-feira (27/3) a professora Elisabeth Tenreiro, de 71 anos, usou uma máscara de caveira semelhante à utitilizada por dois assassinos no ataque à Escola Raul Brasil, em 2019, que ficou conhecido como Massacre de Suzano.

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Em 13 de março daquele ano, Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, de 25, mataram sete pessoas e depois se suicidaram.

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A máscara de caveira usada, tanto em Suzano como no ataque desta segunda-feira na capital paulista, é símbolo de movimentos supremacistas nos Estados Unidos, como a Divisão Atomwaffen, uma organização neonazista terrorista fundada em 2015.

No ataque desta segunda-feira, o aluno esfaqueou ao menos dez vezes a professora Elisabeth, em uma sala de aula. A educadora morreu após ser levada para o Hospital Universitário da USP.

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Além dela, outros três professores e um aluno ficaram feridos. O atentado ocorreu por volta das 7h20, na Escola Estadual Thomázia Montoro, na Vila Sônia, zona oeste paulistana.

O jovem foi apreendido por crime análogo a homicídio.

Com a pergunta “Qual dos serial kilers [sic] você seria?”, o aluno apreendido propõe uma enquete sobre cinco formas de matar: “entrando pela janela com uma faca ou arma; vestido de palhaço e chamando atenção de crianças/adolescentes para depois matar; só mataria por vingança; tanto faz e estupraria e matava depois.”

Na série de perguntas, o adolescente ainda elenca quatro assassinos em série, além do Coringa, palhaço dos quadrinhos e do cinema conhecido pela extrema agressividade. À personagem de ficção, o adolescente dedica outro quiz: “Com qual Coringa você mais se parece?”.

O crime

Uma câmera de monitoramento registrou o estudante atacando a professora Elisabeth Tenreiro, com dez facadas, em uma sala de aula (veja abaixo). A violência foi interrompida com a chegada de outra educadora, que imobilizou o aluno.

Elisabeth foi encaminhada em estado grave ao Hospital Universitário da USP, onde morreu.

Pais se desesperaram na porta do colégio em busca de informações sobre os filhos. Alunos relataram momentos de pânico durante o ataque.

Eles contaram que, quando a violência começou, eles correram e se esconderam. Estudantes e professores reforçaram as portas com cadeiras, para que o adolescente não entrasse.

Os educadores esfaqueados tentaram evitar o ataque. “A professora foi defender o menino e ele começou a esfaquear o braço dela”, contou uma estudante, ainda assustada.

Maria José Fernandes, mãe de uma aluna de 13 anos, disse que o adolescente apreendido pelo ataque na instituição de ensino tinha brigado semana passada com outro jovem.

Outro estudante contou que a briga da semana passada teria começado por causa de ataques racistas feitos pelo autor das facadas a outro aluno.

Imagens de uma câmera de monitoramento mostram o agressor entrando na sala de aula, logo pela manhã, com uma máscara de caveira. Ele ataca alguns alunos e corre. Depois os registros mostram ele golpeando Elisabeth, inclusive quando ela cai no chão.

O aluno xingado de “macaco” na semana passada pelo autor das facadas não teria ido à escola nesta segunda-feira. O estudante atacado foi um colega que o defendeu durante os xingamentos, dias atrás.

O governo estadual lamentou “profundamente” o caso, acrescentando se solidarizar com as famílias dos professores e estudantes vitimados no ataque feito pelo aluno do 8º ano.

Os titulares das pastas da Educação e da Segurança Pública foram à escola para “prestar apoio”, afirma nota.

O caso é investigado pelo 34º DP (Vila Sônia

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