Depósito de fogos: Polícia Científica já tem linhas de investigação
Objetivo é identificar o epicentro, a causa da explosão e avaliar os estragos provocados no meio ambiente
Após perícia no depósito clandestino de fogos de artifício que explodiu na última segunda-feira (6), na parte alta de Maceió, a Polícia Científica identificou três linhas de investigação. O objetivo é saber o epicentro, a causa da explosão e avaliar os estragos provocados no meio ambiente.
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Segundo o Polícia Científica, a perícia foi iniciada após uma varredura realizada pelo Esquadrão de Bombas do Batalhão de Operações Especiais (Bope), da Polícia Militar. No local, os militares encontraram alguns explosivos íntegros, sendo necessária a sua desmontagem, remoção e destruição. Os trabalham duraram seis horas.
“Pela perícia realizada na quarta-feira, traçamos três linhas a seguir, e a análise técnica nessa nova fase da perícia irá permitir excluir duas delas, podendo chegar a causa mais provável ou até mesmo a causa em si. Por isso, a importância de fazer esse trabalho complementar da análise desses vestígios custodiados para relacionar com a dinâmica da ação e, assim, chegar a causa da explosão”, explicou o perito criminal Gerard Deokaran.
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Durante os trabalhos, os peritos criminais visitaram algumas casas danificadas e seguiram até em locais onde peças da estrutura arremessadas pela onda de choque da explosão foram localizadas. Todos os elementos que podem ter contribuído ou até iniciado a explosão serão analisados no Laboratório Forense e no setor de Perícias Internas do Instituto de Criminalística.


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Também foi realizada uma perícia para analisar os prejuízos causados à fauna e à flora. “Primeiramente realizamos o levantamento dos dados. Identificamos uma criação de ovinos e equinos, inclusive com fêmeas gestantes. Em casos como esse, os animais podem se machucar diretamente com a explosão, como duas ovelhas que tiveram ferimentos externos leves, mas já estão em tratamento. Foi recomendado aos criadores o acompanhamento com o médico veterinário, o que já estava agendado com o profissional responsável. Na avaliação clínica geral, não foi constatado nada grave, diante do risco que foram expostos por estarem muito próximos ao local. Por isso, a importância da realização da perícia dessa natureza”, explicou a perita criminal Jana Kelly.
A conclusão das análises laboratoriais e exames complementares são de 30 dias. Todas as informações serão repassadas ao 6º Distrito da Polícia Civil, por meio de laudos periciais que serão elaborados pelos setores das Chefias de Perícias Externas, Perícias Internas e de Laboratório do IC da Polícia Científica de Alagoas.
*com informações da assessoria.

