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Jornalismo investigativo se destaca na Gazeta de Alagoas

Apuração minuciosa a partir de fontes qualificadas é garantia de informações confiáveis

Denunciar a realidade de fatos de interesse público. Investigar, pesquisar, cruzar dados e buscar informações que não são de fácil acesso. Expor acontecimentos que estavam escondidos. Assim é o jornalismo investigativo, área que atrai muitos profissionais ávidos de levar ao leitor a informação com verdade, qualidade e seriedade, marcas da Gazeta de Alagoas.

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Reportagens como denúncia de corrupção, contrabando, fraude em licitação são algumas das pautas presentes nessa área de atuação. E para conseguir expor a verdade, esses profissionais buscam estratégias próprias desde a apuração à construção do texto.

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Arnaldo Ferreira é carioca, mas escolheu Alagoas para viver e dedicar-se ao jornalismo. O investigativo é sua marca. E acima de tudo, trata como uma missão, levar a informação ao alagoano, apurar e produzir o conteúdo sempre prezando pela veracidade dos fatos. Assim que se inicia o processo de construção de uma pauta investigativa.

Segundo o jornalista, esse conteúdo, por muitas vezes, chega na redação assim como outras pautas. “A boa informação, às vezes, está escondida num release enviado por um órgão para a redação. É o olhar crítico do jornalista que consegue entender nas entrelinhas que algo mais pode render para ser apurado e, consequentemente, investigado”, colocou.

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A fase da apuração é fundamental e ela é um somatório de experiência e boa relação que o profissional tem com as pessoas, Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) e autoridades.

“A apuração é um trabalho minucioso. Geralmente quando recebo a pauta, percebo quais os personagens estão envolvidos. A matéria nos dá pistas, indicativos, de quais personagens devemos ouvir. Assim, repórter e a redação decidem as melhores fontes para esclarecer o fato, quais os caminhos devemos seguir para denunciar e resolver o problema. É fundamental saber se aquela informação é verídica e por isso precisamos ir até a fonte, saber se é algo plantado ou se de fato precisa ser investigado pelo repórter”, pontuou Arnaldo Ferreira.

Normalmente, segundo Arnaldo Ferreira, esse tipo de reportagem requer muita dedicação. Algumas pautas levam semanas entre a apuração total e a construção do texto. “Esse processo é bem demorado. Uma matéria investigativa pode durar até quatro semanas ou, às vezes, meses para ganhar forma”, acrescentou o jornalista.

Questionado sobre o porquê escolheu essa área da carreira, Arnaldo Ferreira fala em vocação e que a opção é ligada àquilo que o mais preenche profissionalmente.

“É preciso ter uma identidade para isso e acho que vim para cumprir essa missão. A minha curiosidade, a vontade de ir atrás do fato e ser minucioso é um compromisso que tenho com o leitor. E nesses 89 anos de Gazeta, vejo a importância histórica do matutino desde sua fundação. Seu papel relevantíssimo a sociedade na denúncia de fatos mostra o olhar voltado à sociedade, sempre entendendo os interesses da coletividade”, enalteceu o profissional.

FONTES QUALIFICADAS

Quem também assume essas pautas na redação da Gazeta de Alagoas é o jornalista Hebert Borges. Há seis anos, é uma das peças-chave nas editorias do jornal e costuma ser o responsável por grandes reportagens de cunho investigativo.

Ele conta que em todas as matérias investigativas produzidas pelo matutino, principalmente as que são executadas por ele no caderno de Economia, o ponto inicial é buscar fontes qualificadas.

“Os últimos anos foram importantes para mostrar o quanto a ciência é indispensável. Não se pode ouvir qualquer palavra jogada ao vento. Sendo assim, estamos sempre recorrendo aos especialistas das universidades, por exemplo, para que possam jogar luz aos fatos”, ressaltou o jornalista.

Porém, segundo Hebert Borges, como lição número zero do jornalismo, ouvir os dois lados da história é fundamental. “É uma lição que aprendi nesta escola que é a Gazeta, prezo por sempre ouvir todos os lados da história contada, do fato narrado. Afinal, toda história tem dois lados. É por este método tão minucioso que a Gazeta se consolida como a melhor fonte de notícias para o cidadão”, acrescentou.

Em tempos tão efêmeros, de tanto imediatismo e de opiniões e julgamentos formulados a toque de caixa, o jornalismo profissional, em especial do jornal impresso, desponta como ferramenta fundamental para o bom andamento e desenvolvimento da sociedade.

“É inegável que um fato mal apurado e, consequentemente, mal noticiado, pode ocasionar danos irreparáveis. Ao mesmo tempo, o fato checado com fidedignidade possibilita ao leitor fazer o melhor julgamento. É com esse pensamento que pego cada pauta, na intenção de transportar o leitor para o fato, com o ímpeto de um curioso repórter que não deixa passar o menor dos detalhes”, concluiu.

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