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Polícia Científica é referência em preservação de locais em crime

A atuação de peritos alagoanos se tornou modelo em curso de rede de ensino a distância para agentes de segurança pública de todo o Brasil

O trabalho realizado por dois peritos criminais do Instituto de Criminalística de Alagoas está sendo utilizado para qualificar profissionais das forças de segurança do Brasil inteiro. O caso real virou exemplo bem-sucedido em um curso sobre perícia criminal em locais de crime da Rede EaD da Secretaria de Gestão e Ensino em Segurança Pública (Segen) do Ministério da Justiça.

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A chefia do Instituto de Criminalística de Alagoas explicou que a Segen entrou em contato solicitando um exemplo exitoso de Alagoas para fazer parte da instrução on-line. O caso selecionado foi a perícia sobre a morte do empresário arapiraquense Valcir Leite Tenório de 37 anos, ocorrido no dia 19 de agosto de 2019.

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As perícias e os resultados alcançados através das atividades desenvolvidas pelos peritos criminais Clisney Omena e Ivan Excalibur confirmaram a autoria do assassinato. A aplicação do procedimento operacional padrão do ciclo de isolamento, preservação e perícia no local do crime, permitiu a localização de provas técnicas que confirmaram a presença de um dos suspeitos no local do crime.

O empresário Valcir Tenório foi rendido, ferido por arma branca e queimado vivo no povoado Bom Sucesso, zona rural de Coruripe, Litoral Sul de Alagoas. Ele chegou a ser socorrido, prestou depoimento, mas morreu poucos dias depois no Hospital Geral do Estado (HGE) em Maceió.

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A caminhonete que a vítima dirigia no dia do crime foi localizada em um trecho da rodovia AL-110, na zona rural de São Sebastião. O correto isolamento e preservação do veículo automotor, permitiu ao perito criminal Clísney Omena, encontrar, revelar e coletar fragmentos de impressões dígito-papilares durante os levantamentos técnico-periciais de vestígios no local.

“Os corretos procedimentos de isolamento e preservação do veículo da vítima permitiram que o levantamento papiloscópico resultasse na coleta de diversos fragmentos papilares, dos quais dois deles com excelente qualidade para confronto com as impressões digitais dos suspeitos,” disse Omena.

Na época, o material coletado foi encaminhado para o setor de Perícias Internas, onde o perito criminal Ivan Excalibur confrontou os fragmentos papiloscópicos localizados no retrovisor interno do veículo com fichas datiloscópicas de suspeitos. A perícia papiloscópica positivou um deles, e José Willames França da Silva foi identificado, localizado e preso pelo crime de homicídio qualificado.

“O isolamento e a preservação do local de crime é a pedra fundamental para um bom exame de local e as demais perícias complementares obtidas a partir daquela etapa! No caso em apreciação, com um bom início foi possível a realização de uma perícia extremamente minuciosa onde se obteve fragmentos papiloscópicos perfeitos para comparação, tanto no sistema de identificação civil, quanto em um confronto direto!”, afirmou o perito Ivan Excalibur.

De acordo com a Diretoria de Ensino e Pesquisa da Segen, o caso alagoano está destacado no módulo três do curso com carga horária de 20 horas/aula que apresenta casos reais que demonstram a importância do isolamento e da preservação de locais de crime. O curso pode ser acessado apenas por agentes de segurança pública através da plataforma da Rede EaD da Segen.

Eles ainda explicaram que a instrução foi criada para capacitar a atuação de agentes de segurança pública de todo o país em locais de crime quanto à preservação da prova, e a idoneidade dos vestígios encontrados. Desta forma proporcionar aos peritos criminais uma correta análise no âmbito investigativo face à aplicação de técnicas forenses, com o intuito de se chegar à elucidação da verdade do caso.

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