Reconstituição reforça dubiedade de versões na abordagem de empresário
Reprodução simulada aconteceu na noite dessa segunda-feira (16), em Arapiraca, com a presença dos policiais envolvidos
Logo após a reprodução simulada da abordagem policial ao empresário Marcelo Leite, ocorrida na noite dessa segunda-feira (16), em Arapiraca, os advogados das partes fizeram uma avaliação do procedimento pericial e continuaram divergindo dos fatos. Para a defesa dos familiares da vítima, a tese dos militares foi desmontada, indicando de que houve crime de homicídio. Do outro lado, sustenta-se a hipótese de que a guarnição reagiu a uma agressão.
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O advogado Leonardo de Moraes avalia que a reconstituição do caso é mais um passo importante na investigação, acreditando que, ao fim, ficará demonstrado que o que aconteceu no dia 14 de novembro do ano passado não se tratou de uma simples abordagem policial.
“Não há o que se falar em legítima defesa. Marcelo não tinha arma de fogo. Nunca teve. Tal justificativa não corresponde a verdade. A realidade é que houve um crime de homicídio. Infelizmente”,
Segundo ele, o objetivo da reprodução simulada é observar versões conflitantes para chegar a uma conclusão com a versão verdadeira. Na apuração, há a tese de que Marcelo estaria com arma de fogo e, portanto, os policiais agiram em legítima defesa, mas, para o advogado da família, essa interpretação foi completamente desmontada, baseada em testemunhas presenciais que avistaram os fatos.


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“Para as testemunhas, Marcelo passou os veículos e quando estava de costas em seu carro sofreu um tiro que o atingiu nas suas costas, causando, portanto, a sua morte 21 dias depois”, observou Leonardo de Moraes.
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Diferente deste pensamento, o advogado Napoleão Júnior, que defende os interesses dos suspeitos do crime, classificou a reprodução simulada como esclarecedora. De acordo com ele, em entrevista à TV Pajuçara, o procedimento só confirmou a versão já contada em depoimento pelos policiais.
“A guarnição realmente visualizou a arma de fogo. Interessante que ouvi a autoridade policial perguntando ao perito se era possível o afirmar que era possível, naquele ângulo, visualizar uma arma de fogo. O perito informou que sim. Então, os policiais que estavam na ocorrência vão poder dizer se, de fato, existia ou não a arma”, afirmou.
O delegado Igor Diego informou que nenhum fato novo surgiu, além do que já havia sido explicitado nos depoimentos de testemunhas e dos suspeitos. Segundo ele, todas as informações foram verificadas, versões foram simuladas e o próximo passo será a conclusão do inquérito.
Os militares envolvidos participaram da reconstituição ativamente, inclusive armados com fuzil, do mesmo modo em que estavam no dia em que abordaram Marcelo Leite no trânsito.

