Filho de italiano reage a versão de PM: ‘Legítima defesa com 2 tiros?’
O crime ocorreu na porta da sorveteria da vítima após uma discussão com o autor dos disparos e a esposa do policial

Mariane Rodrigues *
06/01/2023 às 8:47 • Atualizada em 07/01/2023 às 9:51 - há XX semanas
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A família do italiano Fabio Campagnola, morto a tiros pelo policial militar da reserva José Pereira da Costa na Praia do Francês, em Marechal Deodoro, rebateu a versão do PM de que teria agido em legítima defesa. O crime ocorreu na porta da sorveteria do italiano nesta terça-feira (3) após uma discussão envolvendo a vítima, o autor dos disparos e a esposa do policial.
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Em entrevista à imprensa, o filho de Fabio Campagnola, Dario Campagnola, contestou a versão do PM. Nessa quinta-feira (5), o advogado do suspeito, Napoleão Lima Junior, afirmou que não era objetivo do policial matar o empresário proprietário da sorveteria, mas que ele agiu para se defender.
"Meu pai estava muito calmo. Recebeu um cuspe na cara. Recebeu cadeira e mesas que foram jogadas contra ele e não teve nenhuma reação. A reação dele foi quando o policial colocou a arma para fora. Aí meu reagiu para não ser atingido", relatou o filho do empresário, Dario Campagnola, que questiona:
"O advogado dele sustenta a tese de legítima defesa. A minha pergunta é: Por que atirar duas vezes?", questiona o italiano.


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Ele relata ainda que seu irmão, filho mais novo de Fábio, está mal com tudo o que aconteceu. O menino tem nove anos. "Meu pai era tudo para ele. Estamos todos revoltados com isso", afirma pedindo Justiça:
"Estamos nos movimentando muito para que a Justiça seja feita no jeito certo para que nada seja ocultado. Quem cometeu o crime, policial, ex-policial, morador de rua, qualquer pessoa que seja, tem que pagar", desabafa.
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Fábio Campagnola vivia em Marechal Deodoro há dez anos e era casado com uma alagoana. Ele tinha a sorveteria há nove anos e, segundo o filho, nunca teve problemas ou conflitos na localidade.
O empresário italiano foi morto a tiros na porta da sorveteria após uma discussão iniciada entre ele e a esposa do policial, Karla Kassiana Vanderlei Warumbi Cavalcanti, que foi presa em flagrante por, supostamente, incentivar o marido a cometer o crime.
Segundo informações da Polícia Civil de Marechal Deodoro, a discussão começou por causa de um carrinho de churros. Isso porque, a esposa do policial queria colocar o equipamento na porta da sorveteria do italiano, que havia negado.
Conforme relato de Dario, filho de Campagnola, a discussão começou na parte de cima da sorveteria, onde funciona uma pousada administrada pelo policial e a esposa. Em seguida, todos desceram para a parte da sorveteria. Imagens mostram quando o policial chega e, após um bate-boca, saca a arma e atira contra o italiano na perna. Este cai ao tentar correr e, em seguida, é novamente baleado. Momento em que não resiste ao segundo disparo e morre.
O policial se entregou à polícia nessa quinta-feira (6) e deve ficar preso no quartel da Polícia Militar.
*TV Gazeta


