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Turista morta por rojão no Réveillon sofreu lesões internas e externas

Elisângela Tinem, de 38 anos, morreu na virada do ano em Praia Grande, onde passava o Ano Novo com a família

A Polícia Civil investiga a morte da turista Elisangela Tinem, de 38 anos, vítima de uma explosão por conta de um rojão que ficou preso ao corpo dela durante o Réveillon em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Ao g1, a corporação afirmou, nesta terça-feira (3), que agentes trabalham para identificar o responsável pelo artefato. A reportagem apurou também que, além de atingir o peito da vítima, os fogos de artifícios causaram lesões em outras partes do corpo, inclusive em órgãos internos.

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De acordo com a Polícia Militar (PM), a turista, que morava em São Paulo e passava a virada de ano ao lado de família, foi atingida na altura do peito por um dos objetos A PM esclareceu que, além do namorado dela, algumas pessoas tentaram ajuda a remover o objeto, porém, o rojão ficou grudado ao corpo da vítima, e explodiu.

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A corporação afirmou também que a explosão lesionou parte do abdômen e parte do braço de Elisangela. Além disso, segundo a equipe que fez o primeiro atendimento após a explosão, o artefato atingiu vários órgãos internos, causando a morte da vítima no local antes mesmo da chegada das equipes médicas.

Ainda segundo a PM, por conta da grande quantidade de pessoas na faixa de areia, não foi possível identificar o responsável pela utilização dos fogos de artifícios que atingiram a vítima. Porém, o caso foi encaminhado para ser investigado pela Polícia Civil. Câmeras de monitoramento e turistas que fizeram vídeos da situação podem ajudar na identificação do suspeito.

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Relembre o caso

O acidente aconteceu na faixa de areia da praia localizada no bairro Nova Mirim. Policiais militares foram acionados e, ao chegarem no local, um primo da vítima, que não teve a identidade divulgada, relatou que durante a queima de fogos um rojão atingiu a mulher e se prendeu no corpo dela. Antes que os familiares conseguissem retirá-lo, ele explodiu. O fogo de artifício não era da família.

Além da PM, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) também atendeu o caso. De acordo com a Prefeitura de Praia Grande, o serviço foi acionado para socorrer uma vítima de queimadura e explosão ocasionada por fogos de artifícios. Os profissionais identificaram que a mulher foi atingida pelo artefato na região do tórax, e o óbito foi constatado.

A reportagem conversou com Luiza Ferreira, de 20 anos, que estava no local. Ela disse que viu a agonia dos familiares da vítima e de algumas pessoas que estavam próximas à ela. Segundo Luiza, ela percebeu um ‘clarão’ e, em seguida, ouviu os gritos de socorro.

“Quando deu meia-noite em ponto eu abracei a minha mãe e vi um clarão muito forte. Logo em seguida, todo mundo começou a gritar. Quando eu fui olhar, vi uma mulher caída no chão toda sangrando, e o rapaz que estava com ela caído também. Nisso ele levantou, mas quando ele percebeu como ela estava, ele se ajoelhou já ‘sem chão’. Foi uma correria, descreveu.

Em nota, a Prefeitura de Praia Grande ressaltou que, de acordo com Lei Municipal N° 744, de outubro de 1991, é proibido a venda e comercialização de fogos de artifício na cidade.

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