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Brasil pode atingir seu maior jejum na próxima Copa do Mundo

Torcedores já estão utilizando as melhores casas de apostas para tentar prever o que acontecerá com a seleção no futuro próximo

Com a eliminação precoce no Catar, o Brasil chegou a cinco Copas do Mundo seguidas sem levantar a taça. Dessa forma, a seleção igualou o seu maior jejum de títulos, uma vez que, entre 1930 e 1958, bem como entre 1970 e 1994, o país também disputou cinco Mundiais sem conseguir vencer nenhuma edição. Em 2026, portanto, o Brasil poderá ampliar seu jejum ou pôr fim a ele. Até o momento a expectativa não é muito boa, mas ainda teremos três anos e meio pela frente. Torcedores já estão utilizando as melhores casas de apostas para tentar prever o que acontecerá com a seleção no futuro próximo.

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Diferentemente dos outros dois períodos de jejum, o momento atual da seleção brasileira é muito ruim. O Brasil há alguns anos vem perdendo boa parte de seu prestígio no futebol e, afinal de contas, desde 2007 nenhum brasileiro é eleito o melhor jogador do mundo. O último a conseguir esse feito foi Kaká, após uma excelente temporada com o Milan.

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Além disso, desde 2006, o Brasil vem sendo eliminado da Copa do Mundo ao enfrentar a primeira seleção europeia em um mata-mata. Foi assim com França (2006), Holanda (2010), Alemanha (2014), Bélgica (2018) e Croácia (2022). Em quatro oportunidades, a seleção foi despachada ainda nas quartas de final. Em apenas uma edição, a de 2014, a equipe conseguiu avançar até a semifinal, mas acabou sofrendo a pior derrota de sua história: 7 a 1 para os alemães.

Para a Copa do Catar, havia uma grande expectativa em relação à nova geração. Mas os resultados acabaram frustrando a empolgação dos torcedores. Embora o Brasil tenha, sim, jovens talentosos, eles não estão acima dos principais jogadores de outras seleções. Além disso, boa parte dos novos nomes brasileiros, apesar de serem atacantes, finalizam mal.

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Outro grave problema que o futebol brasileiro enfrenta é a escassez de camisas 10. O país que outrora produziu Pelé, Zico, Rivelino, Rivaldo, Ronaldinho, entre outros, agora sofre para encontrar um único jogador da posição. Naturalmente, quem abre mão de formar grandes meio-campistas, abdica de ter o controle do jogo. E esta tem sido uma das principais dificuldades da seleção brasileira, basta ver o que aconteceu contra a Croácia.

Dessa forma, se o Brasil quiser voltar ao topo do futebol mundial, precisará rever com muita atenção o processo de formação de jogadores. O país tem privilegiado puros dribladores, que nem sequer dominam fundamentos básicos como o chute, e isso tem cobrado um preço alto. O drible faz parte da tradição brasileira, mas não pode ser algo isolado, e nossos jogadores precisam ter mais atributos a oferecer. O caminho, portanto, não será fácil, mas potencial não falta para que o Brasil volte a brilhar.

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