"Não deram chance de defesa", diz pai de Marcelo morto após abordagem
O caso ocorreu em novembro e Marcelo chegou a ficar mais de 20 dias internado em pelo menos três hospitais

Mariane Rodrigues
30/12/2022 às 8:56 • Atualizada em 30/12/2022 às 22:01 - há XX semanas
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O pai de Marcelo Leite, empresário que morreu em Arapiraca após ser atingido por disparo de arma de fogo durante abordagem policial, desabafou sobre o caso e afirmou que o filho não teve chances de defesa. O caso ocorreu em novembro, e Marcelo chegou a ficar mais de 20 dias internado em pelo menos três hospitais, até que morreu em uma unidade de saúde de São Paulo.
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Em entrevista à imprensa, o pai de Marcelo Leite, Thalles Shilmaney, disse que o que aconteceu foi "um absurdo" e que o filho não seria capaz de "furar" uma barreira da policia. De acordo com a versão dos policiais, o disparo ocorreu como uma reação à ação de Marcelo, que estaria portando uma arma de fogo.
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"Conheço meu filho. Meu filho não iria furar uma barreira policiail. O que se passou em seguida foi um absurdo. Não deram a menor chance de defesa para o menino. Ele morreu dentro do carro dele. Inclusive o tiro ultrapassou o banco do veículo e pegou ele. O veículo dele é fechado, o vidro muito escuro, então como é possível que essas pessoas atiram sem saber que dentro do veículo poderia ter outras pessoas? Poderia ter crianças. Foi absurdo, despreparo gritante a forma como tudo aconteceu", afirma o pai do empresário arapiraquense.
A Perícia Oficial marcou para 16 de janeiro a reconstituição do caso, determinada pela Justiça. "Acredito que será uma reconstituão baseada em mentiras e desde já contestamos todas as afirmações desses policiais com relação ao que ocorreu", complementou Shilmaney. Segundo advogado de defesa dos quatro policiais envolvidos na abordagem, Napoleão Lima Júnior, os militares irão participar da reprodução simulada.


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Já a esposa de Marcelo, Bruna Maria, relatou que tinha uma relação e uma rotina tranquila com o arapiraquense.
"Ele fazia parte da minha rotina inteira. Da hora que acordava, depois a gente treinava, ia para academia, ele vinha para casa almoçar, alamoçava juntos, asistia um episódio de alguma série que a gente gostava, depois ele ia trabalhar. Depois ele chegava em casa, eu organizava alguma coisa para a gente jantar , e depois ele ia passear com os cahorros. Minha relação com ele era extremamente tranquila. Todos os planos dele eu estava no meio, como todos os meus planos, ele estava no meio. Eu pensar no meu futuro sem ele é muito difícil. Eu vou ter que começar a me acostumar com a ideia", relatou a mulher.
Ainda durante relato à imprensa, ela disse que, no dia do ocorrido, Marcelo tinha saído de casa para ir a uma conveniência comprar refrigerante.
"Nos passa a insergurança até de ter filho, colocar no mundo. Meu filho não vai poder ir na conveniência comprar refrigerante porque ele vai estar correndo risco de vida. Ele saiu para ir na conveniência. Ele não tava cometendo crimes, não tava fazendo nada de errado. É difícil a forma como aconteceu", afirmou a mulher.
