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GP da Arábia Saudita vai abrir calendário da F1 2024

Etapa em Jeddah vai substituir posição do GP da Austrália para que a realização da prova não coincida com o Ramadã, celebração religiosa do Islã

A F1 ainda se prepara para dar início à sua próxima temporada, em 2023 e está longe de já ter definido como será organizado o calendário do ano seguinte. Porém, uma garantia já assegurada pela categoria é a etapa de abertura de 2024, que foi alterada: o GP da Austrália, inicialmente a primeira rodada do campeonato, dará lugar ao GP da Arábia Saudita. A substituição foi feita para evitar que a corrida em Jeddah coincida com o Ramadã, celebração religiosa do Islã.

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Ainda não há datas para o início da temporada 2024, tampouco das corridas em questão. Mas como o Ramadã em 2024 será observado de 10 de março a 9 de abril, é provável que o campeonato inicie em 3 de março de 2024, no Circuito de Jeddah.

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Outra novidade é a extensão do contrato do GP da Austrália com a F1, inicialmente renovado até 2035 em junho deste ano. A categoria e a organização da corrida em Melbourne concordaram em prorrogar a parceria por mais dois anos, até 2037. O vínculo ainda garante que a etapa da Oceania abrirá cinco temporadas: 2025 e outros quatro anos ainda a serem escolhidos.

A Austrália deixou de sediar a abertura da F1 em 2020, quando a pandemia do coronavírus forçou o cancelamento do GP e o adiamento da temporada em quatro meses. A corrida ficou ausente também no calendário 2021 e retornou em 2022, porém, sem o status de primeira prova do ano - este, agora, pertencendo ao Bahrein e assim permanecendo em 2023.

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O Ramadã é uma observação religiosa do calendário islâmico em memória da revelação do Alcorão, livro sagrado da crença. Durante aproximadamente um mês, desde o surgimento da lua crescente, fiéis realizam jejuns, celebrações e orações, bem como atos de caridade.

F1 inicia temporada no Oriente Médio pelo quarto ano seguido

A mudança fará com que a F1 dê o primeiro passo em seu campeonato em um país do Oriente Médio pelo quarto ano consecutivo, desde que o Bahrein começou a sediar a abertura da temporada em 2021. O país o fez também em 2022 e o fará novamente em 2023. Em 2024, será a vez da Arábia Saudita.

No entanto, a presença da F1 em países da região é questionada. Provas como os recentes GPs do Catar e Arábia Saudita são alvos de críticas de pilotos, fãs e entidades devido aos problemas dessas localidades na garantia dos direitos humanos.

O governo saudita é acusado de promover prisões, torturas e execuções de opositores, limitar os direitos das mulheres no país e criminalizar a homossexualidade. Autoridades são ainda acusadas pela morte do jornalista saudita Jamal Khashoggi, opositor do governo, em 2018.

Em 2018, o país começou um processo de flexibilização de algumas normas culturais e a abertura da economia, concedendo vistos para 49 países e investindo em atrativos turísticos.

Uma preocupação recente em relação à prova é a segurança. A edição 2022 da etapa foi marcada por atentados com bombas a menos de 10 km de distância do Circuito de Jeddah. Pilotos se reuniram com chefes de equipes, F1 e a Federação Internacional do Automobilismo (FIA) e decidiram pelo prosseguimento da corrida. Os organizadores do GP prometeram debater o assunto para 2023.

Apesar das controvérsias, a Arábia Saudita deve permanecer na F1 por mais 15 anos, tempo de seu contrato. A intenção é que, depois de 2023, a etapa seja realocada de Jeddah para um circuito fechado na cidade de Qiddiya, construída nos arredores de Riad para ser a "Capital Saudita de Entretenimento, Esportes e Artes".

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