Alagoas desperdiça quase metade da água distribuída para a população
Dados de ministério revelam que a cada dez litros de água distribuídos no Estado, 4,6 deles sequer chegam às torneiras
A cada dez litros de água que são distribuídos pelas empresas de saneamento em Alagoas, quase cinco deles são desperdiçados antes de chegar às torneiras da população, segundo levantamento divulgado nesta quarta-feira (14), pelo Ministério do Desenvolvimento Regional.
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De acordo com os dados captados no Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), no ano passado o índice de perdas na distribuição de água captada nos mananciais e que deveriam ser distribuída entre os alagoanos atingiu 46,7% no ano passado.
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Segundo o ministério, esse indicador representa a diferença entre o volume de água que é distribuído e o que é efetivamente contabilizado como consumido por parte da população. "Em outros termos, o índice contempla o percentual das perdas no sistema de distribuição de água, resultantes de vazamentos, ligações e falhas na medição", informa o órgão, em nota.
O índice de desperdício de Alagoas é maior do que os 39,3% registrados em todo o País. Por Estado, o maior desperdício de água foi registrado no Amapá, com 74,8%. Em seguida aparecem o Acre (74,4%), Roraima (64%), Rondônia (61,4%) e Maranhão (59,2%).


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Na outra ponta, os estados que apresentaram os menores índices de desperdício foram o Paraná (13,3%), Goiás (28,5%), Mato Grosso do Sul (33,4%), Santa Catarina (34,1%) e São Paulo (34,5%).
Por região, o Norte é o que apresentou o maior índice de desperdício de água, com 51,2%, seguido do Nordeste (46,2%), Sudeste (38%), Centro-Oeste (36,2%) e Sul (29,8%).
Para o futuro, a meta do Ministério do Desenvolvimento Regional é que, até 2034, o total de perdas fique em 25%. Pelos cálculos do coordenador de Gestão Integrada da pasta, Paulo Rogério dos Santos, isso pode significar uma economia de R$ 6 bilhões por ano.
"Se nós reduzíssemos hoje esse percentual de perdas para 25%, nós deixaríamos de gastar R$ 6 bilhões/ano. Então, é um valor expressivo. Essa é uma prática que precisamos corrigir ou pelo menos melhorar esses resultados o quanto antes", disse.
