Royalties do petróleo injetarão R$ 1,71 bi em Alagoas em 5 anos
Desse total, 80% - o equivalente a R$ 1,57 bilhão - ficarão com os municípios produtores

Carlos Nealdo
04/12/2022 às 6:14 • Atualizada em 04/12/2022 às 6:30 - há XX semanas
Siga a GazetaWeb no Google
O pagamento feito ao Estado e aos municípios alagoanos em decorrência da exploração de petróleo e gás natural — os chamados royalties — irá injetar R$ 1,71 bilhão na economia local pelos próximos cinco anos, segundo estimativa divulgada na última quinta-feira (1º), pela Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP). Desse total, 80% — o equivalente a R$ 1,57 bilhão — ficarão com os municípios produtores.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

As participações governamentais na indústria do petróleo incluem o pagamento de royalties, participações especiais, bônus de assinatura e pagamento pela ocupação ou retenção de área. Segundo a ANP, são pagas pelas empresas concessionárias que possuem o direito de exploração e produção de petróleo e gás natural no território brasileiro.
De acordo o levantamento da agência reguladora, somente este ano, Estado e municípios irão receber R$ 324,5 milhões —sendo R$ 46,5 milhões para os cofres do Executivo Estadual, e R$ 278 milhões, para as prefeituras cujas cidades são produtoras de petróleo.
Artigos Relacionados
Para estimar o repasse dos royalties, a ANP levou em consideração o valor médio do dólar a R$ 515, e o preço do barril —Brent— no mercado internacional a US$ 102,13 este ano, e uma média de US$ 95,33 pelos próximos quatro anos seguintes. Devido a esse cálculo, em 2026, o último ano de estimativa feita pela agência, Alagoas e os municípios produtores terão um aumento de 9,7% na arrecadação, atingindo naquele naquele ano R$ 356,3 milhões.


ASA negocia saída de zagueiros do elenco - 3/6/26

Ufal cresce e sobe 15 posições em avaliação internacional

Polícia investiga cemitério clandestino em Coruripe

Áudios revelam ordem para PTK se infiltrar na política de Maceió
Este ano, os cinco municípios alagoanos que mais receberão royalties do petróleo são Pilar, com um repasse de R$ 18 milhões, São Miguel dos Campos (R$ 16,1 milhões), Coruripe (R$ 12,7 milhões), Marechal Deodoro (R$ 12,4 milhões) e Maceió ( R$ 11,7 milhões).
Em todo o País, a combinação entre a disparada do preço do barril de petróleo no mercado internacional, dólar alto e a expansão da produção nacional levarão União, estados e municípios a uma arrecadação recorde com royalties e participações especiais da produção de petróleo e gás no país em quatro anos. Considerando o total a ser recebido até o fim deste ano, o valor pode chegar a R$ 368 bilhões em quatro anos.
Pelas estimativas, os governos federal, estaduais e municipais deverão receber até R$ 117,8 bilhões em participações governamentais na indústria do petróleo só em 2022. Deste total, R$ 44,9 bilhões deverão ser destinados à União, R$ 38,2 bilhões aos governos estaduais e R$ 24,7 bilhões às prefeituras.
Produção
Em outubro, a produção total no País foi de 4,180 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d), sendo 3,245 milhões de barris diários de petróleo (bbl/d) e 148,747 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia (m3/d). No petróleo, houve aumento de 3,1% na comparação com o mês anterior e de 16,8% na comparação com outubro de 2021. Já no gás natural, o aumento foi de 4% em relação a setembro e de 12,9% na comparação com o mesmo mês do ano anterior.
Foi a maior produção já registrada no Brasil, tanto de petróleo quanto de gás natural. Até então, o mês com maior produção de petróleo havia sido janeiro de 2020, quando foram produzidos 3,168 milhões de bbl/d. No caso do gás natural, a maior produção havia sido em setembro de 2022, quando foram produzidos 143,070 milhões de m3/d de gás natural. O mês de setembro também havia registrado a maior produção total: 4,048 milhões de boe/d.
