Cientistas sugerem que sintomas de Covid longa podem ser emocionais
Os participantes do estudo foram recrutados entre dezembro de 2020 e setembro de 2021, quando as linhagens Alpha e Delta eram dominantes
Um estudo realizado nos Estados Unidos apontou que pessoas sem histórico de infecção pela Covid-19 também podem apresentar sintomas semelhantes aos da Covid longa. A pesquisa, realizada na Universidade da Califórnia, questiona se os efeitos na saúde vivenciados após o coronavírus realmente decorrem da infecção pelo Sars-CoV-2. Para os cientistas, a causa pode ser emocional.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

O trabalho científico foi publicado nessa quinta-feira (1) na revista JAMA Network Open. Ele contou com a participação de mil voluntários adultos de oito cidades do país. Todos haviam se recuperado recentemente de alguma uma infecção respiratória aguda – com sintomas como febre, tosse e coriza.
Leia também
Os cientistas aplicaram questionários em dois grupos distintos. O primeiro havia contraído o coronavírus e o segundo tinha apresentado problemas respiratórios decorrentes de outras condições infecciosas. Todos responderam a respeito dos sintomas em dois momentos diferentes e, em seguida, as respostas foram comparadas.
De acordo com os pesquisadores, não houve diferença significativa entre os relatos dos indivíduos já infectados e daqueles que nunca contraíram a doença. Para eles, as observações podem sugerir que os sintomas conhecidos como Covid longa são, na verdade, causados por questões emocionais.


ASA negocia saída de zagueiros do elenco - 3/6/26

Ufal cresce e sobe 15 posições em avaliação internacional

Polícia investiga cemitério clandestino em Coruripe

Áudios revelam ordem para PTK se infiltrar na política de Maceió
“Como as mudanças parecem semelhantes para os participantes positivos e negativos da Covid-19, isso sugere que a experiência da própria pandemia e o estresse relacionado podem estar desempenhando um papel no atraso da recuperação das pessoas infectadas com qualquer doença”, afirmou Lauren Wisk, autora principal do estudo, na divulgação dos resultados à JAMA.
A pesquisa
Os participantes do estudo foram recrutados entre dezembro de 2020 e setembro de 2021, quando as linhagens Alpha e Delta eram dominantes. No início das observações, cada um foi testado para a Covid-19. Os voluntários responderam um questionário sobre a gravidade dos sintomas experimentados.
Três meses depois, eles preencheram os testes e o questionário novamente para estabelecer como os sintomas haviam mudado. Dos mil pacientes, 722 pessoas testaram positivo para Covid-19, enquanto 278 testaram negativo. Cerca de 282 participantes do grupo de Covid-19 e 147 participantes não-Covid relataram consistentemente baixo bem-estar físico, mental ou social no estudo.
