Kanye West tem uma história perturbadora de admiração por Hitler, dizem fontes à CNN
Ele já quis nomear um álbum em homenagem ao líder nazista, disseram os informantes à reportagem
Várias pessoas que já foram próximas do artista anteriormente conhecido como Kanye West disseram à CNN que ele há muito é fascinado por Adolf Hitler. Ele já quis nomear um álbum em homenagem ao líder nazista, dizem as fontes.
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Um executivo de negócios que trabalhou para West, que agora atende por Ye, disse à CNN que o artista criou um ambiente de trabalho hostil, em parte por sua “obsessão” por Hitler.
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“Ele elogiava Hitler dizendo o quão incrível era ele ter conseguido acumular tanto poder e falava sobre todas as grandes coisas que ele e o Partido Nazista conseguiram para o povo alemão”, disse à CNN.
O executivo deixou seu cargo e chegou a um acordo com West e algumas de suas empresas sobre reclamações no local de trabalho, incluindo assédio, que a CNN analisou. O ex-executivo pediu para não ser identificado devido a um acordo de confidencialidade e medo de represálias por parte de West. De acordo com o acordo, o músico negou as alegações do executivo.


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O executivo disse à CNN que West falou abertamente sobre a leitura de “Mein Kampf” (“Minha Luta”), o manifesto autobiográfico de Hitler de 1925 e expressou sua “admiração” pelos nazistas e Hitler por seu uso de propaganda.
A fonte afirmou que as pessoas do círculo íntimo de West estavam “plenamente conscientes” de seu interesse por Hitler.
Quatro fontes disseram à CNN que West havia sugerido originalmente o título “Hitler” para seu álbum de 2018, que acabou sendo lançado como “Ye”. Eles não quiseram ser identificados, alegando preocupação profissional.
A CNN entrou em contato com West para comentar.
O Universal Music Group, dono da Def Jam, que distribuía as músicas de West, disse em comunicado à CNN na terça-feira (25) que o relacionamento da empresa com sua gravadora GOOD Music terminou no ano passado.
“Não há lugar para o antissemitismo em nossa sociedade. Estamos profundamente comprometidos em combater o antissemitismo e todas as outras formas de preconceito”, acrescentou o grupo Universal Music.
As fontes com as quais a CNN falou não tinham informações sobre por que o álbum foi chamado de “Ye”.
Van Lathan Jr., um ex-funcionário do TMZ, que confrontou West durante sua entrevista de 2018 em seus escritórios, na qual West disse que a escravidão “soa como uma escolha”, afirmou recentemente em um podcast que West também fez comentários antissemitas durante a conversa com o veículo. É por isso que Lathan disse que seus comentários atuais não o surpreenderam.
“Eu já o ouvi dizer isso antes no TMZ”, disse Lathan durante um episódio do podcast “Higher Learning” no início deste mês.
“Quero dizer, fiquei surpreso porque esse tipo de conversa antissemita é nojenta. É tipo, eu fico surpreso toda vez que alguém faz isso, certo? Mas no que diz respeito [a West], eu sabia que isso estava nele porque quando ele veio para o TMZ, ele disse essas coisas e eles tiraram da entrevista. … Ele disse algo como, ‘Eu amo Hitler, eu amo os nazistas.’ Algo nesse sentido quando ele estava lá. E eles tiraram isso da entrevista por algum motivo. Não foi minha decisão.”
Uma das fontes que falou com a CNN e esteve na entrevista ao TMZ disse que West fez uma referência favorável a Hitler.
A CNN entrou em contato com o TMZ para comentar.
A revelação da suposta história de West admirar Hitler surge em meio a uma onda de ações inflamatórias de West que começou no início deste mês. Ele vestiu uma camisa “White Lives Matter” durante seu desfile de moda Yeezy em Paris em 3 de outubro e vestiu várias modelos negras com roupas com a frase, considerada um slogan de ódio pela Liga Anti-Difamação (ADL).
Ele então postou uma conversa de texto privada no Instagram entre ele e Sean “Diddy” Combs, na qual ele alegou que Combs era “controlado pelo povo judeu”. Ele seguiu isso com um tweet no qual ele disse que iria “going death con 3 [sic] On JEWISH PEOPLE”, que teve como resultado a sua conta bloqueada no Twitter.
A retórica ofensiva de West nas últimas semanas resultou em uma queda profissional para o rapper e designer. Na terça-feira, a Adidas encerrou sua parceria de sete anos com West, chamando suas ações recentes de “inaceitáveis, odiosas e perigosas”.
Em um comunicado, a fabricante de roupas esportivas disse que “não tolera antissemitismo e qualquer outro tipo de discurso de ódio” e disse que os comentários recentes de West violam os “valores de diversidade e inclusão, respeito mútuo e justiça” da empresa.
A Balenciaga também cortou relações com West, assim como a agência de talentos CAA . A produtora MRC afirmou que estava arquivando um documentário sobre West, e a GAP anunciou que removeria a mercadoria Yeezy Gap de suas lojas e fecharia o site YeezyGap.com.
Em um post no Instagram nesta quinta-feira (27) com a legenda “LOVE SPEECH”, West parecia fazer referência às relações comerciais cortadas, escrevendo, em parte, “Perdi 2 bilhões de dólares em um dia e ainda estou vivo”.
West foi referenciado em faixas levantadas por manifestantes antissemitas em Los Angeles no último fim de semana. Seus comentários foram condenados pelo Comitê Judaico Americano e pela ADL, bem como por vários líderes políticos e celebridades, incluindo sua ex-esposa, Kim Kardashian.
