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Pousadas, restaurantes e táxis de Noronha têm queda de movimento e prejuízos após restrições de pousos

Anac proibiu pousos de aeronaves com motores a reação (turbojatos) por causa das condições da pista

Pousadas, restaurantes, taxistas, locadora de veículos e outros integrantes das áreas de turismo e serviços de Fernando de Noronha têm registrado diminuição do número de clientes e, com isso, prejuízos. A queda brusca de movimento, afirmam, acontece devido à proibição de pousos de aviões a reação, os turbojatos.

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A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) impediu, desde 12 de outubro, o pouso de aviões de grande porte por conta das condições da pista do aeroporto. Com isso, das duas empresas que realizavam voos para Noronha, apenas uma manteve o serviço, utilizando aeronaves menores.

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Na sede Associação de Taxistas da ilha, os veículos se acumulam enquanto os motoristas ficam esperando que clientes cheguem. O problema é que o tempo entre uma corrida e outra tem sido longo.

“O movimento caiu 70%. Os carros ficam parados, todos estão sofrendo. A gente tem que se virar para fechar as contas”, disse o taxista Giliard Silva.

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O motorista de táxi Vinícius Cabral também relatou dificuldades diante da diminuição do movimento. “É muito ruim. A ilha depende 99% do turismo, a restrição dos voos é péssima para todo mundo”, falou Vinícius.

Dona de uma locadora de veículos, Daiana Lima contou que, além da queda no número de aluguéis em outubro, já registrou cancelamento de reservas até para o réveillon.

“Estamos todos parados. Tivemos cancelamentos de locação do final do ano. Depois da pandemia, registramos mais esse prejuízo. O movimento estava ótimo e, agora, vem essa bomba. É uma falta de respeito com a população e com nossos clientes”, afirmou Daiana.

Não são apenas as locadoras de veículos que enfrentam uma "onda" de cancelamentos. No caso da pousada de Márcio Sulino, clientes têm pedido o dinheiro de volta.

“Nós tivemos uma média de 40% cancelamentos. As pessoas não querem transferência [de data], querem reembolso. Os clientes também pararam de procurar hospedagem no réveillon, está muito incerto, as pessoas têm medo de chegar na ilha e não conseguir retornar”, disse Márcio.

A dona de restaurante Edilma Silva disse que os clientes "desapareceram" e, com isso, precisou fazer demissões.

“O movimento caiu 90%. O número de turistas é muito menor. Eu reduzi o quadro de funcionários para conseguir manter o estabelecimento funcionando”, afirmou Edilma.

Alguns turistas contaram que tiveram que gastar mais para conseguir viajar para Fernando de Noronha. Foi pelo que passou o produtor de eventos Ricardo Miranda, visitante de São Paulo. Ele contou que havia comprado passagens pela Gol, mas teve os voos cancelados. Com isso, comprou novas passagens pela Azul.

“Gastei mais R$ 6 mil em duas passagens aéreas. Eu paguei pousada e as taxas da ilha antes. Decidi manter a viagem para não perder. Eu fiquei chateado, mas resolvi gastar mais para garantir chegar em Fernando de Noronha”, disse Ricardo.

As restrições têm causado impactos também em mercados e farmácias da ilha, que têm enfrentado dificuldade de receber produtos. Com isso, os locais têm registrado desabastecimento.

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