Avião faz pouso de emergência na Colômbia com combustível no fim
Avião da Viva Air não conseguiu pousar em dois aeroportos em razão do mau tempo. Aterrissagem só foi feita no terceiro aeroporto. A regra é que o avião precisa ter pelo menos 30 minutos restantes em combustível ao pousar
Um avião da companhia aérea colombiana Viva Air fez um pouso de emergência na última segunda-feira (17) com apenas seis minutos de combustível remanescente nos tanques.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

A aeronave, um Airbus A320Neo, teria que ter ao menos 30 minutos de combustível ao pousar --é a chamada "reserva final". A exigência, similar à adotada no Brasil, está no regulamento colombiano de aviação civil.
Leia também
A Aerocivil, autoridade de aviação civil do país, irá investigar o caso, segundo o jornal El Tiempo. Em nota, a Viva Air disse que irá colaborar com a apuração.
Se um piloto tem menos de 30 minutos de autonomia de combustível, precisa necessariamente declarar emergência, sob pena de infração ao regulamento. O comandante do Viva Air declarou emergência, o que lhe dá prioridade para pouso.


ASA negocia saída de zagueiros do elenco - 3/6/26

Ufal cresce e sobe 15 posições em avaliação internacional

Polícia investiga cemitério clandestino em Coruripe

Áudios revelam ordem para PTK se infiltrar na política de Maceió
Um caso conhecido de infração à norma foi a queda do avião com a delegação da Chapecoense, na própria Colômbia, em 28 de novembro de 2016: na ocasião, o piloto não relatou ao controle de tráfego aéreo que voava com combustível abaixo do mínimo exigido. Sem combustível, o avião caiu perto do aeroporto de Medellín. Ao todo, 71 pessoas morreram.
Uma foto no painel
Foi graças a uma foto feita por um passageiro que o caso do avião da Viva Air veio à tona. A imagem mostra o painel com a indicação de FOB (sigla em inglês para "combustível a bordo") com indicação de 200 kg --ou seis minutos restantes, considerando um consumo de 2.000 quilos por hora dos Airbus A320Neo.
O voo 8332 decolou de Cali às 10h45 (hora local, 12h45 em Brasília) com destino a Riohacha. Em razão do mau tempo, o avião virou voando em círculos nas proximidades do aeroporto à espera de o tempo melhorar. Sem sucesso, seguiu para RioNegro, perto de Medellín --o mesmo onde o avião da Chapecoense pretendia pousar em 2006.

Só que as condições adversas impediram o pouso. Quando ficou com menos de 30 minutos de combustível, o avião declarou emergência e seguiu para Monterío, onde aterrissou 3 horas e 20 minutos depois de decolar de Cali.
Em nota, a Viva Air atribuiu à situação às condições meteorológicas, afirmou cumprir o regulamento colombiano de aviação e que, originalmente, o voo 8332 tinha combustível suficiente para mais do que o dobro do tempo inicial previsto de voo. A companhia disse ainda que tem trajetória impecável de segurança e uma frota moderna, e que está em contato com as autoridades aeronáuticas para investigação do caso.

