Julgamento do Diretor de¨Crash-No limite¨ por estupro começa hoje
Agente publicitária acusou cineasta de ter cometido estupro em 2013. O diretor chegou a ser detido na Itália por outro caso de agressão sexual em junho.
O premiado cineasta canadense Paul Haggis se sentou nesta quarta-feira (19) no banco dos réus de um tribunal em Nova York após ser acusado por uma agente publicitária de estupro, o que ele nega.
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O diretor de "Crash: No Limite" - vencedor dos prêmios Oscar de melhor filme e melhor roteiro original - e roteirista de "Menina de Ouro" e "007: Cassino Royale", de 69 anos, chegou ao tribunal do circuito sul de Manhattan na manhã desta quarta, constatou uma fotógrafa da AFP.
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Em dezembro de 2017, a agente publicitária Haleigh Breest acusou o cineasta de ter abusado dela e cometido estupro em janeiro de 2013, quando ela tinha 26 anos.
Em meio à onda do movimento #MeToo de denúncias de violência sexual e sexismo contra as mulheres, o cineasta foi acusado por outras três mulheres de agressões sexuais. Contudo, em Nova York, ele responde apenas pela denúncia de Breest.


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De acordo com vários veículos de imprensa dos Estados Unidos, os advogados do cineasta sugeriram hoje, diante do júri popular do tribunal, que a denúncia de Breest teria sido dirigida pela Igreja da Cientologia depois que Haggis deixou de fazer parte da mesma e passou a criticá-la. Essa tese, no entanto, foi refutada pelos advogados da denunciante.
Em sua denúncia, Breest contou que, em 31 de janeiro de 2013, após a exibição de um filme em Manhattan, o diretor insistiu para que os dois fossem beber alguma coisa em sua casa, ao invés de irem a um bar como ela queria. Já em sua residência, Haggis obrigou a mulher a fazer sexo oral nele e depois a violentou.
