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Após detecção de sinais de abusos, legistas devem realizar exame de lesão corporal em criança de dois anos socorrida com queimaduras pelo corpo

Segundo a Rede de Atendimento às Vítimas de Violência Sexual, o menino apresentava arranhões na região anal

A criança de dois anos e seis meses que foi socorrida com queimaduras pelo corpo para o Hospital Geral do Estado (HGE) nessa terça-feira (19) vai passar por exame de lesão corporal de estupro de vulnerável para identificação de um possível abuso sexual. Isso porque, segundo a Rede de Atendimentos às Vítimas de Violência Sexual em Alagoas (SAVVS), que acompanha o caso, foram encontrados sinais na criança que podem indicar a existência desse tipo de violência.

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De acordo com Andréa Teodósio, coordenadora do SAVVS, rede vinculada à Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), a criança do sexo masculino iria passar por exame no mesmo dia em que foi socorrida, no entanto, por causa da gravidade dos ferimentos, o médico legista da Polícia Científica preferiu que ela fosse socorrida imediatamente para o HGE.

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Ela explica que a necessidade do exame ocorre porque, durante o atendimento, alguns sinais foram observados pela equipe multiprofissional. "Estamos em acordo com direção do HGE, para que o HGE amanhã [quinta-feira] possa receber a nossa perita para a realização desse exame, visto que, além das queimaduras na região glútea da criança, existem alguns sinais de dilaceração, arranhões na região anal que não correspondem a queimaduras", afirma Teodósio.

De acordo com ela, a criança foi recebida pela equipe sentindo dores, tremores e apresentando frio.

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"Recebemos a criança muito impactada, introspectiva, apresentando sinais de infecção nas áreas das queimaduras e apresentando frio, tremores, sentindo muita dor. Durante a avaliação do médico legista plantonista foi detectado que ele não tinha a mínima condição de realizar exames de conjunção carnal. Onde foi discutido com toda equipe multiprofissional e o menino foi encaminhado para o Centro de Tratamento de Queimados do HGE".

Pelos ferimentos, a equipe da rede de atendimento identificou, segundo a coordenadora, que a criança, além da queimadura, tinha sinais de maus-tratos. "O que aconteceu com essa criança são sinais, além de queimaduras, de maus-tratos. Ele apresenta muitos hematomas na pele. Então além da queimadura, ele vem sofrendo também maus-tratos".

A rede de atendimento quer que o exame seja feito com a "máxima urgência". "Temos um prazo de 72 horas para detectar algum vestígio relacionado ao possível agressor".

Entenda o caso:

A criança de dois anos e seis meses foi levada para o hospital com queimaduras pelo corpo. O socorro médico só ocorreu, segundo o Conselho Tutelar da 7ª Região, a mãe do menino só procurou atendimento médico após denúncia anônima.

Em depoimento à imprensa, a mãe disse que saiu para trabalhar e deixou o menino sob os cuidados do namorado, que vive com ela há um mês. Ela disse que, ao chegar em casa, encontrou a criança já com as queimaduras pelo corpo. Segundo a mulher, o namorado dela disse que o menino se queimou com água quente, mas que teria ocorrido durante um acidente doméstico. A Polícia Civil investiga o caso.

*Com TV Pajuçara

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