Denunciado como executor, réu acusa advogado de procurá-lo para indicar "matador" de sócio em escritório da Ponta Verde
O júri ocorre há quase dois dias; na terça-feira (19), foram ouvidas 14 testemunhas; réus estão sendo ouvidos hoje

Mariane Rodrigues e Regina Carvalho
19/10/2022 às 6:20 • Atualizada em 19/10/2022 às 6:37 - há XX semanas
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O réu Irlan Almeida de Jesus é o terceiro réu a depor nesta quarta-feira (19), no Fórum da Capital, no julgamento da morte do advogado José Fernando Cabral de Lima. Em depoimento, ele nega que tenha participação direta no crime, mas afirma que foi procurado pelo sócio da vítima, Sinval José Alves - apontado como mandante do assassinato - para que ele sugerisse um "matador" para um serviço.
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Em depoimento ao Tribunal do Júri, que ocorre desde essa terça-feira (18), Irlan disse que foi contratado por Sinval, inicialmente, para fazer serviços de segurança privada para a empresa de créditos do advogado. No entanto, ao chegar ao local, o advogado Sinval teria sugerido outro tipo de serviço: queria uma pessoa para matar uma alguém que estaria "dando trabalho" para ele.
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Ainda na versão de Irlan, ele afirmou ao advogado que não fazia esse tipo de serviço, mas se lembrou de um conhecido, chamado "Lucas", que era envolvido com "coisa errada".
Ainda de acordo com Irlan, Sinval entregou a ele a ele R$ 2 mil em um envelope que deveria ser levado até a pessoa de Lucas. Irlan Almeida diz que o dinheiro seria para pagamento do aluguel do veículo a ser utilizado no crime, que seria uma motocicleta, mas não sabia do que se tratava no momento em que o valor foi repassado.


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Sentam no banco dos réus o advogado Sinval José Alves, sócio da vítima, Irlan Almeida de Jesus e Denisvaldo Bezerra da Silva Filho. Para o primeiro, o Ministério Público Estadual aponta responsabilidade de autoria intelectual. Já para os dois últimos, a denúncia aponta como executores do crime.
José Fernando Cabral de Lima foi morto com dois tiros na cabeça em 2018, no bairro Ponta Verde, em Maceió. A acusação é de que a morte foi encomendada por causa de uma dívida que Sinval tinha com o sócio.