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Mãe de motoboy inocentado que morreu na prisão: “Ficou lá até a morte”

Briner de César Bitencourt foi considerado inocente e morreu no dia em que deixaria a cadeia; familiares e amigos pediram justiça pelo jovem

Familiares e amigos do motoboy Briner de César Bitencourt, de 23 anos, fizeram uma manifestação, nessa quarta-feira (13/10), em protesto contra a morte do jovem, dentro de um presídio, horas antes de sair o alvará de soltura. Ele foi inocentado, mas morreu no cárcere, sem ser libertado. O caso ocorreu em Palmas (TO).

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Emocionada, a mãe do motoboy, Élida Pereira, lamentou a demora da Justiça para julgar o caso e determinar a liberdade para Briner.

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“Meu filho era inocente, ficou um ano preso lá aguardando um juiz. Há vários meses teve a audiência e o juiz não deu a decisão. Acho que em torno de quatro meses que teve essa audiência e o juiz não deu a decisão. Deixou meu filho ficar lá até a morte”, afirmou em entrevista para a TV Anhanguera.

O protesto ocorreu em frente à UPP com a presença de familiares, amigos e um grupo de motoboys. A irmã do jovem destacou a participação dele em projetos e pediu justiça: “Ele ajudava, ele arrecadava, ele ia atrás. Realmente tudo o que foi feito com ele foi uma injustiça e a gente vai exigir que a justiça seja feita”, protestou Belyza César.

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O motoboy estava preso há um ano, após uma operação da polícia que encontrou uma estufa usada para cultivar maconha na casa onde ele alugava um quarto. A defesa conseguiu provar que, apesar de morar no local, não tinha qualquer relação com o crime. Na sexta-feira (7/10), o Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO) condenou os dois moradores do imóvel envolvidos com o tráfico da maconha e absolveu Briner.

Horas antes de morrer, o jovem passou muito mal durante a noite, em uma cela da Unidade Penal Regional de Palmas (UPP) e foi transferido para a UPA. Ele já estava reclamando de dores no corpo há 15 dias, segundo a Secretaria da Cidadania e Justiça do Tocantins (Seciju). A causa da morte, no entanto, não foi divulgada.

Assistência

Procurada pelo Metrópoles, a Secretaria de Justiça do Tocantins disse que prestou toda a assistência necessária a Briner nos 15 dias em que ele se queixava de dores no corpo, com diversas consultas e atendimento especializado.

“A Seciju frisa que todos os procedimentos referentes a atendimentos de saúde do referido custodiado, avaliações de quadro clínico e encaminhamentos para unidades de saúde foram disponibilizados a fim de prezar pela saúde do custodiado. A pasta também disponibilizou assistência com os custos do funeral e apoio necessário aos familiares, para os quais presta condolências neste momento de tristeza”, informou a secretaria em nota.

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