Sem avanço nas negociações, agentes de endemias de Maceió confirmam greve nesta segunda-feira (10)
Eles cobram a implantação do piso nacional e a correção da tabela dos planos de cargos e salários para a categoria
Após quase dois meses de tentativas de negociação com a prefeitura e sem avanços, os agentes de endemias de Maceió iniciam uma greve - por tempo indeterminado - nesta segunda-feira (10). Eles cobram a implantação do piso nacional e a correção da tabela dos planos de cargos e salários para a categoria.
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Segundo Maurício Sarmento, diretor do Sindicato dos Agentes de Saúde de Alagoas (SINDAS/AL), como todas as tratativas com os gestores municipais não avançaram, a greve está mantida.
"Chegamos a nos reunir nesta semana com o Secretário de Gestão de Maceió, Ivan Carvalho, um encontro decisivo, porque caso uma proposta nos fosse apresentada e que contemplasse os interesses da categoria, a greve poderia ser suspensa. No entanto, o que o município nos passou foram apenas os impactos financeiros, mas isso precisa se materializar uma proposta concreta", explicou.
Apesar da greve, os agentes afirmam que serão assegurados a permanência de quantidade de trabalhadores destinados ao atendimento das necessidades inadiáveis da coletividade, colocando-se a entidade sindical à disposição dos gestores públicos para operacionalizar esse quantitativo mínimo, além da forma pacífica do movimento.


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MOBILIZAÇÃO
Cerca de 1.200 agentes de saúde e endemias aguardam o pagamento da equiparação do piso nacional da categoria, conforme a Lei N° 1141/2022, de 25 de julho, em seu Art. 1°. Este determina que o vencimento dos Agentes Comunitários de Saúde e dos Agentes de Combate às Endemias, ativos e inativos, fique fixado no valor de R$ 2.424,00 (dois mil, quatrocentos e vinte e quatro reais). Um aumento de cerca de 30%.
Em agosto, os representantes das classes já ocuparam a sede da Secretaria de Economia de Maceió, numa tentativa de pressionar o Executivo para o cumprimento do pagamento do piso como manda a lei. Após uma semana de ocupação, a saída do prédio aconteceu após a Justiça, por meio da 14ª Vara da Fazenda Pública, convocar uma audiência de conciliação, realizada com os representantes dos trabalhadores, e determinar a desocupação, que ocorreu pacificamente.
Na oportunidade, os agentes exigiam uma negociação definitiva com a Prefeitura de Maceió, fato que não aconteceu, desencadeando a decisão da categoria pela greve por tempo indeterminado.

