Justiça mantém prisão de tenente da PM suspeito de integrar organização criminosa
Wescley Rafael está detido desde o dia 24 de agosto, após operação do MPAL; esse é o segundo pedido de liberdade negado ao militar

Hebert Borges
06/10/2022 às 3:59 • Atualizada em 06/10/2022 às 4:10 - há XX semanas
Siga a GazetaWeb no Google
A Justiça decidiu, na última terça-feira (4), manter preso o primeiro tenente da Polícia Militar de Alagoas Wescley Rafael Ferreira Canuto. Ele está detido desde o dia 24 de agosto deste ano, quando foi alvo da operação Rastro, do Ministério Público de Alagoas (MP/AL), que investiga uma suposta organização criminosa que atua no tráfico de drogas e armas em Maceió.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

No último dia 8 de setembro, a Justiça negou um pedido de liberdade feito pela defesa do militar. Ao negar liberdade para Canuto, o desembargador José Carlos Malta Marques citou que “após diversas diligências investigatórias, colhidas através do aplicativo de mensagens WhatsApp, foi possível denotar indícios de uma possível participação do paciente numa organização criminosa destinada ao tráfico de drogas, associação para o tráfico, fabricação e comercialização de armas de fogo, dentre outros crimes,funcionando o agente, ainda, como uma espécie de proteção policial para a citada articulação delitiva."
Na conversa interceptada, Canuto é identificado como “Parceiro Roc Roc”. As mensagens de Whatsapp indicam, segundo os autos, que ele favorece de forma pessoal um homem identificado como Henrique.
Artigos Relacionados
“Há relatos que Henrique pede favores pessoais a Ten. Canuto, inclusive para se livrar do homicídio de Mayke/Viado e que juntos, Henrique fabrica as armas e vende, para na hora da entrega pegar o dinheiro e possivelmente repartir depois entre a equipe,que inclui o referido investigado”, diz parte da peça da investigação.


Prisão de influenciador vira munição em disputa entre JHC e Paulo Dantas

PL de AL aposta em ex-vereador para liderar juventude do partido

Inauguração de avenida em Arapiraca mobiliza lideranças e sinaliza articulação política

Antigos rivais, Sérgio Lira e Marcos Madeira se juntam em apoio a JHC
A investigação aponta o possível interesse de Wescley em situações em que poderia ser possível tirar vantagens e retirar dinheiro das ocorrências.
O desembargador disse ainda que “a riqueza de detalhes constante nos autos de primeiro grau, no sentido de que o paciente, em tese, não só seria integrante de uma organização criminosa altamente organizada, mas também desempenhava importante função nesse grupo delituoso."
