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Três alunos de escola pública estão entre os casos confirmados de varíola dos macacos

Aulas em escola foram suspensas para sanitização de todas as dependências da unidade escolar

Três dos dez casos confirmados de monkeypox em Maceió tiveram origem dentro de uma escola pública da rede estadual de ensino. São adolescentes que estudam na mesma unidade que, após confirmação, teve as aulas suspensas. De acordo com informações da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), até a Semana Epidemiológica 40, que corresponde aos primeiros dias de outubro, foram notificados 197 casos na capital. Desses, 131 foram descartados, 32 estão sob suspeita e 10 confirmados.

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Segundo a SMS, 80% dos casos afetaram pessoas do sexo masculino e estão concentrados na faixa etária que vai dos 15 aos 39 anos. “Entre os casos identificados como monkeypox, apenas três deles (confirmados na primeira quinzena de setembro) tiveram origem em uma escola de Maceió”, afirma a assessoria da SMS.

A confirmação desses casos dentro de escola pública gerou, de imediato, ações do município para o bloqueio do ciclo viral da doença. As aulas foram suspensas para sanitização de todas as dependências da unidade escolar.

“Em conjunto com a direção da escola, pais de alunos e direção da Semed [Secretaria Municipal de Educação], a Secretaria Municipal de Saúde definiu um planejamento de ações educativas e orientações sobre a doença para profissionais da área e estudantes, esclarecendo, principalmente, as diferenças entre a monkeypox e a varicela (conhecida como catapora), que também tem como sintoma mais visível as lesões na pele”, destaca a SMS.

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“Os pacientes estão primordialmente aqui em Maceió. Até agora nós temos treze casos confirmados em Alagoas e vários ainda em estudos. Agora desses treze casos confirmados, dez são de Maceió; temos dois Murici e um de Viçosa. Então Maceió é o local que tem o maior número de casos, exatamente porque também a cidade que acaba recebendo pessoas de fora, assim tem um contato maior com viajantes”, destacou o infectologista Renee Oliveira, chefe do Gabinete da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) para Combate às Doenças Infectocontagiosas.

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Segundo o infectologista, “pela característica do monkeypox o local de tratamento primordial onde o paciente precisa receber o apoio é exatamente mais próximo a casa dele, que no caso seriam as unidades básicas. Essas pessoas são atendidas nas unidades básicas e também nas UPAs. As UPAs também dão um suporte, principalmente quando ainda não se tem um diagnóstico, porque o paciente acaba tendo uma facilidade de buscar ajuda”.

O médico Renee Oliveira destaca ainda que o paciente raramente tem complicações, mas na possibilidade de ocorrer – especialmente naqueles que desenvolvem um quadro de imunodeficiência ou imunossupressão, pacientes oncológicos ou soropositivos - o Hospital Hélvio Auto é o local indicado para internação.

Conhecida internacionalmente como monkeypox, a varíola dos macacos é endêmica em regiões da África e se tornou uma preocupação sanitária devido à disseminação para diversos países desde maio. A doença é causada por um poxvírus do subgrupo orthopoxvírus, assim como ocorre por outras doenças como a cowpox e a varíola humana, erradicada no Brasil em 1980 após campanhas massivas de vacinação. A varíola dos macacos foi descrita pela primeira vez em 1958. Na época, também se observava o acometimento de macacos, que morriam. Vem daí o nome da doença.

Entre pessoas, a transmissão ocorre por contato direto, como beijo ou abraço, ou por feridas infecciosas, crostas ou fluidos corporais, além de secreções respiratórias. O sintoma mais característico é a formação de erupções e nódulos dolorosos na pele. Além dessas lesões, podem ocorrer febre, calafrios, dores de cabeça, dores musculares e fraqueza.

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