Alagoas registra 33 casos e dois óbitos por meningite em 2022
Em todo ano de 2021, segundo o levantamento, ocorreram 48 notificações e nove mortes nos municípios alagoanos, aponta Sesau
Em Alagoas foram confirmados 33 casos de meningite e dois óbitos causados pela doença até a primeira quinzena de setembro. Os dados oficiais são do Ministério da Saúde e foram repassados pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau). Em todo ano de 2021, segundo o levantamento, ocorreram 48 notificações e nove mortes nos municípios alagoanos.
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Os dados do MS mostram, ainda, que em 2020 foram 54 casos e seis mortes por meningite em Alagoas. Para barrar o aumento de casos e mortes por essa doença e o HPV, o Ministério da Saúde ampliou a faixa etária do público-alvo que deve ser vacinado.
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Com isso, o panorama da cobertura vacinal das duas doenças revela que sobre o HPV – que não há meta preconizada – 47,6% das pessoas do sexo masculino entre os anos de 2014 e 2021 receberam a 1ª dose e 28,96% a 2ª dose.
Já no público feminino, no mesmo período, 75,45% receberam a 1ª dose e 52,15% a 2ª dose. O Programa Nacional de Imunização (PNI) do MS revela que a vacina contra a meningite (meningocócica) em menores de 1 ano de idade foi aplicada no ano passado em 75,8% do público-alvo, mas a meta do MS era 95%.


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Casos de HPV não são de notificação compulsória segundo o Ministério da Saúde, mas, caso a pessoa contraia a doença e não trata em tempo oportuno, pode desenvolver câncer de ânus, pênis e útero. Daí a importância da vacinação.
O MS anunciou que a partir deste mês a vacina meningocócica ACWY será ofertada temporariamente para adolescentes não vacinados de 11 a 14 anos, e meninos de 9 a 14 anos poderão se vacinar permanentemente contra o HPV.
A vacina contra meningite está disponível no Calendário Nacional de Vacinação para adolescentes de 11 e 12 anos, mas até junho de 2023, adolescentes de 13 e 14 anos de idade também poderão se vacinar. A ampliação tem como objetivo reduzir o número de portadores da bactéria em nasofaringe.
De acordo com o MS, pesquisas apontam que as vacinas meningocócicas demonstram uma resposta imune mais robusta nos adolescentes, com persistência de anticorpos protetores por um prolongado período.
Essas evidências embasaram o Programa Nacional de Imunizações (PNI) a incluir no Calendário Nacional de Imunizações a administração de doses de reforço com as vacinas meningocócicas conjugadas na adolescência.
No caso do HPV, a ampliação incluiu meninos de 9 e 10 anos. Com isso, a vacinação passa a ser para qualquer pessoa de 9 a 14 anos de idade, independentemente do sexo.
A vacinação contra o HPV em adolescentes é utilizada por mais de 100 países. Vários deles já possuem estudos de impacto dessa estratégia com resultados positivos na prevenção e redução das doenças ocasionadas pelo vírus.
“A vacina que protege contra o Papilomavírus Humano (HPV) foi incorporada de forma escalonada ao Sistema Único de Saúde (SUS) a partir de 2014. É estimado que o Brasil tenha de 9 a 10 milhões de infectados pelo Papiloma Vírus Humano e que, a cada ano, 700 mil casos novos da infecção surjam. Cerca de 105 milhões de pessoas são positivas para o HPV 16 ou 18 no mundo”, informa o MS.
