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"Quero pedir desculpas", afirma aluno de economia após suposta ameaça a estudantes da Ufal

Por causa das mensagens, as aulas chegaram a ser suspensas nesta quinta-feira (15), a segurança foi reforçada e a Polícia Federal investiga o caso

O estudante do curso de Economia apontado como autor de suposta ameaça a outros alunos da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) pediu desculpas pelas mensagens enviadas por meio de aplicativo. Por causa delas, as aulas do curso chegaram a ser suspensas nesta quinta-feira (15), a segurança foi reforçada na unidade de ensino e a Polícia Federal investiga o caso.

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Além de diversas mensagens enviadas a um grupo com teor consideradas pela Ufal de ameaças físicas, racismo e misoginia contra outros estudantes, o aluno, envia uma mensagem específica a um amigo: ‘Quinta-feira. Não vá para aula". O amigo pergunta pergunta o porquê e ele responde: "Confie em mim, não vá". A outra pessoa que recebe a mensagem então pergunta: "Quer trocar uma ideia?", ao qual o aluno responde: "Eu já conversei demais, eu vou execrar aqueles merdas na base da sangue".

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No entanto, em entrevista à TV Ponta Verde e anonimamente o suspeito afirmou que proferiu as mensagens no sentido figurado e pediu desculpas.

"Iria ter apresentação de diversos grupos e esses grupos ficariam submetidos a responder algumas perguntas. E eu sempre fui muito questionador. Eu falei: 'Vou pegar o elo mais fraco de cada grupo, vou apertar essas pessoas com perguntas até fazer elas sangrarem. Uma semana depois eu fiz a mesma declaração, terça-feira de madrugada, sendo que na quarta-feira de manhã havia um seminário temático, com apresentação de um grupo, onde eu iria fazer perguntas", justifica o autor das mensagens.

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Ele acrescenta: "Quero pedir desculpas, eu não sabia que essa frase causaria tanto efeito e impacto,já que foi uma frase no sentido figurado, e eu já tinha falado isso algumas vezes em sala de aula e as pessoas não levaram a sério como estão agora. Mas quero pedir desculpas", afirma em entrevista à TV Ponta Verde.

Por meio de nota, a Feac ( Economia, Administração e Contabilidade ) informou que o caso vem sendo apurado pela polícia e repudiou as mensagens.

"Reiteramos nosso repúdio a qualquer forma ou ato de discriminação e violência dentro e fora do ambiente da universidade e declaramos que seguimos nossa missão de contribuir com a formação de profissionais críticos e responsáveis por meio da excelência das nossas atividades que prezam pela pluralidade de ideais e respeito mútuo”, diz o documento emitido pela instituição.

O caso está sendo acompanhado de perto pela direção da Feac e Gestão Superior da Ufal. O reitor Josealdo Tonholo estava em Brasília e se reuniu em teleconferência com a equipe de inteligência da Secretaria de Segurança Pública e a Polícia Federal para tomar medidas imediatas.

“Nós abrimos um processo administrativo em conjunto com a direcão da Feac e remetemos todas as provas que estão postas tanto para o Comando da Polícia Militar/SSP quanto para a Polícia Federal. Esse processo administrativo vai ter repercussões do ponto de vista acadêmico porque nós também vamos apurar as responsabilidades acadêmicas, já que isso está trazendo prejuízo para as nossas atividades”, adiantou Tonholo.

*Com TV Ponta Verde e assessoria

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