Justiça russa condena jornalista a 22 anos de prisão por traição
Ivan Safronov será preso por "traição". A acusação alega que o jornalista teria divulgado informações confidenciais para a República Tcheca
Um tribunal russo condenou nesta segunda-feira (5) o ex-jornalista Ivan Safronov a 22 anos em uma colônia penal depois de considerá-lo culpado de traição, em um caso histórico para a repressão do Kremlin à liberdade de imprensa.
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Safronov, ex-repórter de defesa dos jornais Kommersant e Vedomosti, que se tornou conselheiro do chefe da agência espacial russa, foi preso em 2020 e acusado de divulgar informações confidenciais.
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Ele nega as acusações de passar segredos militares sobre vendas de armas russas no Oriente Médio e na África para a República Tcheca, membro da Otan, enquanto trabalhava como repórter em 2017, chamando as acusações de "uma completa caricatura de justiça e bom senso".
Safronov disse que os investigadores do Estado apontaram envolvimento dele com um jornalista tcheco que conheceu em Moscou em 2010, que mais tarde criou um site para o qual Safronov disse ter contribuído, usando informações inteiramente baseadas em fontes abertas.


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Os advogados de Safronov disseram à agência de notícias RIA Novosti que vão recorrer do veredicto.
Seus apoiadores dizem que o caso é uma retribuição por sua reportagem que expôs detalhes dos acordos internacionais de armas da Rússia.
"Todo mundo que é próximo de Safronov acredita que a acusação de traição é absurda", disse a jornalista Katerina Gordeeva depois de entrevistar sua mãe, irmã e ex-colegas para um documentário sobre o caso.
Antes da sentença, a União Europeia pediu à Rússia que retire todas as acusações contra Safronov, 32, e o liberte incondicionalmente.
