'Não fomos notificados pela Justiça e continuaremos na Semec até o diálogo', diz sindicato
Ocupação de agentes de saúde e de combate a endemias completa 6 dias; categoria pleiteia piso nacional

Maylson Honorato
04/09/2022 às 22:31 • Atualizada em 05/09/2022 às 3:49 - há XX semanas
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Em greve desde o final de agosto, os agentes de saúde e endemias de Maceió, que ocupam o prédio da Secretaria Municipal de Economia (Semec), seguem mobilizados e afirmam que continuarão ocupando o prédio público até que um canal de diálogo com a Prefeitura de Maceió seja aberto. Nesta segunda-feira (5), a ocupação completa seis dias.
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A ocupação busca a implementação do piso salarial da categoria. Na sexta-feira (2), o Tribunal de Justiça de Alagoas decidiu pela desocupação do prédio, após um pedido da Prefeitura de Maceió. Apesar disso, os trabalhadores dizem que manterão o acampamento e que não foram notificados oficialmente da decisão judicial.
Segundo Normande Monteiro, presidente da Associação dos Agentes de Combate às Endemias de Maceió (Aacem), a mobilização segue até que haja uma proposta da Prefeitura de Maceió.
"Se não há uma notificação, não temos como cumprir nem discutir a decisão. Não temos conhecimento do teor da decisão. A mobilização continua até que o prefeito receba as entidades e converse", afirmou.


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"A gente acha que um prefeito que se elegeu para valorizar o servidor não está cumprindo suas promessas. Estamos aqui pacificamente, faremos vários atos durante o dia e continuaremos aqui. Está sendo cansativo, mas não vamos arredar o pé. Espero que o prefeito pense nos pais de família que estão aqui, longe das suas casas, há seis dias, buscando uma melhor qualidade de vida para si e para sua família", completa.
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Nesta segunda, quem se uniu à mobilização dos agentes de saúde de Maceió foi a sindicalista Hilda Angélica, presidente da Confederação Nacional dos Agentes Comunitários de Saúde e dos Agentes de Combate às Endemias. Ela pretende dormir na mobilização esta noite e garantiu apoio da entidade representativa de abrangência nacional.
"Continuem lutando. É difícil, mas tudo que é importante é difícil. Estou aqui para dizer que estamos com vocês. Isso não é justo. O prefeito poderia ser um pouquinho mais inteligente e saber que, com esses profissionais, não se brinca. Vamos nos manter unidos e organizados até o senhor prefeito cumprir o que manda a Constituição. Ou cumpre ou cumpre", disse a presidente do Conacs.
"Não temos prazo para sair. O prazo quem diz é o prefeito", completou a presidente.
Os trabalhadores planejam manifestações públicas durante o dia de hoje, no entorno do prédio que ocupam, no Centro de Maceió. Também haverá atos ecumênicos, com a presença de lideranças religiosas locais.
Além disso, as entidades anunciaram uma assembleia geral ainda nesta segunda-feira (05).

