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Operação Rastro: Justiça mantém tenente da PM preso e determina prisão domiciliar de cabo

A prisão domiciliar da cabo tem raio zero, o que significa que ela não poderá, literalmente, sair de casa

A Justiça determinou, após audiência de custódia nesta quinta-feira (25), a prisão domiciliar da cabo da Polícia Militar de Alagoas (PM/AL) detida ontem (24) durante operação de combate ao tráfico de drogas e armas em Maceió. Um primeiro tenente, que também foi preso, teve a prisão mantida.

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Conforme apurou a Gazetaweb, a prisão domiciliar da cabo tem raio zero, o que significa que ela não poderá, literalmente, sair de casa. O local de detenção da cabo foi alvo de reclamações da família, porque, segundo eles, ela teria sido mandada para um presídio comum. Foi na casa dela que a polícia achou 45 comprimidos de ecstasy.

Já o primeiro tenente que também teria envolvimento, segundo o Ministério Público, na organização criminosa, ficará preso nas dependências de algum prédio da PM/AL. Segundo a defesa, a prisão é temporária e tem prazo de 30 dias. Os dois militares se dizem inocentes.

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Após as prisões dos militares, a Polícia Militar de Alagoas (PM/AL) informou, por meio de nota, que vai abrir um procedimento administrativo para apurar os fatos. A operação teve um saldo de 13 prisões, segundo a Segurança Pública de Alagoas (SSP). Também foram apreendidos 45 comprimidos de Ecstasy, na casa da cabo, uma Pistola Taurus calibre 9mm, uma Pistola Taurus calibre 380, dois Carregadores de Pistola calibre 9mm, com 17 munições, um Carregador de Pistola calibre 380, com 19 munições, um Carregador de Pistola calibre 380, com 15 munições e um Carregador de Pistola calibre 9mm, com 16 munições.

A polícia ainda apreendeu duas Munições CBC calibre 12 intactas; oito Munições calibre 38 intactas, três Munições de calibre 380 intactas, uma Munição calibre 40 intacta; uma Munição calibre 22 intacta; duas Munições de Calibre 32 intactas, 165 Munições de Calibre 9mm intactas, 10 Munições calibre 9mm deflagradas e uma Munição calibre 38 deflagrada.

A OPERAÇÃO

A nota ainda informa que as investigações foram embasadas em provas técnicas e que o procedimento da PM/AL vai garantir aos militares o direito de ampla defesa. A operação Rastro está cumprindo 19 mandados de prisão e 13 de busca e apreensão. E todos eles foram expedidos pela 17ª Vara Criminal. O nome de Rastro foi escolhido em decorrência de a organização criminosa ser extremamente cuidadosa e deixar apenas pequenos vestígios de informações, sendo necessário para a equipe de investigação seguir e analisar esses fragmentos de dados para chegar aos conjuntos de provas.

Participaram da operação policiais militares do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e da Rondas Ostensivas Táticas (Rotam). Pela Polícia Civil participam policiais do Tático Integrado de Grupos de Resgates Especiais (Tigre) e da Delegacia de Narcóticos (DNARC).

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