Advogado rebate versão policial e diz que houve violência da PM em Teotônio Vilela
Advogado contesta versão de militares para ocorrência registrada domingo, no município do interior do estado
Uma ocorrência envolvendo som alto na madrugada do último domingo (21), na cidade de Teotônio Vilela, no interior de Alagoas, está gerando desdobramentos e versões conflitantes entre a PM e um casal acusado de cometer agressões físicas e verbais contra uma guarnição da Polícia Militar. O advogado deles afirma que, o que houve, na verdade, foi o uso excessivo de força por parte dos militares.
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Segundo consta no relatório do 3º Batalhão, os militares estavam em patrulhamento, quando foram acionados para averiguar uma situação de perturbação do sossego alheio na Rua Antônio Elias da Silva, no Conjunto Frei Damião.
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No local, o som abusivo foi constatado, e o autor, José Marcos da Conceição, revoltado com a chegada dos militares, teria atirado uma pedra contra um dos PMs, lesionando seu braço direito. Já a companheira, Juçara Paixão da Silva, proferiu palavras de baixo calão contra os militares.
Em seguida, o equipamento de som foi apreendido e o casal contido e levado para a Central de Flagrantes de São Miguel dos Campos, autuado pelos crimes de perturbação do sossego alheio, desacato, resistência e lesão corporal contra agente de Segurança Pública.


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A defesa dos acusados, no entanto, por meio do advogado André Faucz, questiona a versão policial. Segundo ele, as pessoas envolvidas foram orientadas a realizar um boletim de ocorrência confrontando a versão dos militares.
A versão do advogado é que os três envolvidos presos na ocorrência são vítimas de excessos e violência por parte da guarnição, inclusive com a utilização de spray de pimenta e balas de borracha.

O advogado ainda relatou que uma terceira pessoa, Sandro Lino dos Santos, que estava em um terreno próximo ao local da ocorrência, também foi abordado com força desproporcional pela guarnição da PM, e por isso, estaria com lesões e ferimentos resultantes da ação policial. André Faucz afirmou que Sandro Lino nada teria com a acusação inicial, tendo sido preso e agredido pela guarnição sem ter nenhum envolvimento com a ocorrência.
O Ministério Público de Alagoas, representado pelo promotor de Justiça Alex Almeida, já tomou conhecimento dos fatos e da contestação da defesa, afirmando que houve abuso de autoridade e agressões físicas na ação policial. Por isso, já iniciou um procedimento investigativo, com a convocação das pessoas que se dizem vítimas para serem ouvidas, visando adotar as medidas necessárias.
A situação também será levada ao conhecimento da Corregedoria da PM, onde seguirão as apurações.
