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Polícia vai ouvir nesta terça, no HGE, suspeito de matar esposa a facadas e tentar suicídio

Alisson Bezerra da Silva, de 44 anos, está internado desde o dia do crime e já teve a prisão preventiva decretada

O delegado Rodrigo Sarmento pretende ir ao Hospital Geral do Estado (HGE), nesta terça-feira (26), para tentar ouvir Alisson Bezerra da Silva, de 44 anos, suspeito de ter matado a mulher, a advogada Maria Aparecida Bezerra, de 54 anos, na quinta-feira da semana passada.

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O encarregado de logística está internado desde o dia do crime, por ter se ferido com uma faca no tórax e na altura do pescoço. Segundo a polícia, ele tentou se suicidar depois que atentou contra a vida da esposa, dentro da residência onde o casal morava, no bairro Antares, em Maceió. Quando tiver alta, será preso, já que a Justiça decretou a prisão preventiva dele.

“Vou levar até o notebook para tomar o depoimento dele, se a equipe médica que o acompanha assim liberar. Quero saber qual a versão que ele conta acerca dos fatos”, ressaltou Rodrigo Sarmento.

O delegado já ouviu algumas testemunhas (vizinhos e parentes) do caso e elas confirmaram que Alisson Bezerra tinha comportamento agressivo e havia ameaçado a mulher de morte. Mesmo acuada, Maria Aparecida não denunciou o companheiro à polícia.

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O suspeito sofria de depressão e estava com encaminhamento para consulta com um psiquiatra, mas se negou a ir no dia em que o crime aconteceu.

“As testemunhas também relataram que o marido agredia a mulher frequentemente e era controlador”, confirmou. Ele disse que não há registro da morte em imagens. Apesar de o marido ter instalado uma câmera dentro do imóvel, o conteúdo não era gravado.

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A investigação apontou que a vítima era monitorada dentro de casa pelo marido. “Sempre que ele saía de casa, a câmera enviava imagens em tempo real da rotina no imóvel”, revelou.

De acordo com Rodrigo Sarmento, o caso está esclarecido e o suspeito vai ser indiciado por feminicídio. Se for condenado, pode pegar de 12 a 30 anos de detenção.

Parentes confirmaram que Alisson teria tentado se matar em outra ocasião, ingerindo uma grande quantidade de medicamentos.

A advogada atendia os clientes na própria residência havia oito meses, em um escritório estruturado com uma sócia, com quem já tinha conversado sobre as atitudes descontroladas do marido. Ela também teria dito que enfrentava problemas no casamento.

O corpo da advogada foi velado na Igreja Adventista do Sétimo Dia, no Conjunto Salvador Lyra, onde ela congregava com a família, e sepultado, na tarde da última sexta sexta-feira (22), no município de Santana do Mundaú, na Zona da Mata alagoana.

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