Servidores da Saúde cobram do Estado pagamento de adicional noturno, insalubridade e melhores condições de trabalho
Conforme denúncia, desfalque salarial seria maior que R$ 1 mil, quantia que não consta no contracheque dos profissionais
Os servidores aprovados no último concurso da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) denunciaram à Gazetaweb que estão sem receber o pagamento dos adicionais de plantão, insalubridade e melhores condições de trabalho desde quando iniciaram suas atividades. Eles também cobram melhores condições de trabalho nos hospitais do Estado. Para se ter uma ideia, nas unidades recém-inauguradas no governo Renan Filho faltam materiais básicos para o atendimento aos pacientes, conforme relato.
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De acordo com os servidores, eles não recebem o adicional noturno e demais valores há três meses. O valor a ser depositado seria maior que R$ 1 mil, porém, a quantia não consta no contracheque dos profissionais, que pedem ao Estado uma regularização da situação. Desde que passaram a atuar na rede hospitalar estadual, não recebem os benefícios.
O desfalque no salário só vem acontecendo com os servidores do último concurso, que teve o resultado final anunciado em março deste ano, sendo os aprovados convocados posteriormente. Os profissionais mais antigos vêm recebendo seus direitos corretamente, segundo a denúncia.
“Estamos sem receber os adicionais noturno, de insalubridade e nem gratificações, que é direito nosso. A situação é vivida apenas pelos profissionais que passaram no último concurso. Somando tudo isso, o desfalque no nosso salário é de mais de R$ 1 mil por mês. Já procuramos quem poderia nos ajudar na questão, mas, nada é resolvido”, disse um servidor, que preferiu manter a identidade em sigilo.


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O servidores preferiram não se identificar, bem como não expor seus locais de trabalho, por temerem sanções e, até mesmo, perderem seus empregos. Mas, garantiram que servidores e técnicos do Hospital Geral do Estado (HGE), Hospital Metropolitano, Hospital da Mulher, Hospital Regional da Mata, Regional do Sul e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) vêm enfrentando o problema.
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Além do não pagamento, os profissionais trabalham em situações insalubres nas unidades hospitalares de Alagoas. Falta, até, material básico de atendimento. Os hospitais recém-inaugurados, como o Reginal da Mata, por exemplo, também sofrem com a carência de insumos.
“Apesar dos hospitais serem novos, faltam muitos insumos, como luvas de procedimentos, medição e instrumentos cirúrgicos. Sem falar que há carros e viaturas sucateados e rodando sem plotagem, como os veículos do Samu”, reforçou o profissional.
Por meio de nota, a Sesau negou os problemas citados pelos servidores. “Por oportuno, estranhamos que alegados recém-contratados não procurem, em primeiro lugar, suas respectivas chefias em busca de esclarecimentos sobre qualquer dúvida que lhe acometam, como de praxe”, diz a nota.

