Após enchentes, AL tem 5 mortes por leptospirose, diz Gabinete de Combate à Covid-19
Segundo infectologista, a população que teve contato com a água que inundou as cidades alagoanas deve ficar atenta a qualquer sintoma, até mesmo gripal
Com as enchentes que atingiram diversas cidades alagoanas, intensificou a preocupação de doenças de veiculação hídrica, como a leptospirose. Segundo o coordenador do Gabinete de Combate à Covid-19 da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), o infectologista Renee Oliveira, Alagoas já registrou, após as fortes chuvas, cinco mortes por leptospirose e mais três casos estão sob investigação. A informação foi repassada em entrevista à TV Gazeta.
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Segundo o especialista, a população que teve contato com a água que inundou as cidades alagoanas deve ficar atenta a qualquer sintoma, até mesmo gripal. De acordo com ele, os sintomas da leptospirose demoram em torno de 30 dias para aparecer, após o contato com a água contaminada.
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"O quadro inicial é parecido com uma gripe ou mesmo Covid, como febre de repente, dor de cabeça, dor no corpo, imita muito dengue, e pode encaminhar para um quadro mais grave", explica o médico.
Segundo ele, as mortes registradas já eram esperadas pela intensidade do contato que a população teve com a água da chuva contaminada.


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"Os sintomas podem demorar em até 30 dias dependendo do contato. Então, quem teve contato recentemente, pode aparecer em trinta dias ainda. Aparecendo quadro similar a um quadro gripal, ou mesmo encaminhando para quadro mais grave, como a pessoa ficar amarela, ter sangramento, descompensação do ponto de vista físico, deve procurar um médico e falar que teve contato com água de enchentes", orienta o médico.
Ao todo, mais de 68 mil pessoas ficaram desalojadas e desabrigadas após chuvas que caíram em Alagoas entre junho e início de julho. Mais de 62 mil delas ainda continuam em abrigos.
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