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Caso Alayne: motorista por aplicativo diz que se fingiu de morta para sobreviver

Alayne da Silva Oliveira, baleada após assalto no Benedito Bentes, disse que amanheceu o dia estancando o sangue da cabeça

“Amanheci o dia literalmente lutando contra a morte, tentando estancar o sangue que escorria de minha cabeça”, esse é o relato da motorista por aplicativo Alayne da Silva Oliveira, de 28 anos, que foi baleada por criminosos enquanto trabalhava na madrugada do último domingo (19), no Benedito Bentes, em Maceió.

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Alayne Oliveira contou ainda que, após receber os disparos, fingiu estar morta para tentar escapar da emboscada. Ela explicou que foi alvo de criminosos que teriam anunciado um assalto e, após tentarem matá-la, abandonaram-na em uma estrada de barro.

De acordo com a paciente, ela tinha iniciado a corrida por meio de um aplicativo de transporte, quando os envolvidos no crime a renderam durante o trajeto. “Só no outro dia fui encontrada pelos policiais e amigos, que me conduziram até a UPA [Unidade de Pronto Atendimento]. A partir daí não lembro de mais nada! Quando acordei já estava no HGE, um tanto confusa, achando que ainda estava na UPA”, recordou.

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Mesmo depois da experiência traumática, a jovem afirmou que não vai abandonar a profissão. “Não quero deixar de trabalhar como motorista por aplicativo. Há dez anos trabalhei como garçonete e supervisora em restaurantes, até decidir pedir demissão para trabalhar desse jeito, fazendo os meus próprios horários e metas. Gosto de rodar, atender os clientes, talvez inspirada no meu pai e irmãos, motoristas de ônibus, e no meu namorado, que também dirige veículo de aplicativo. É assim que corremos atrás do melhor para a nossa família e vamos vencendo na vida”, disse ela.

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SITUAÇÃO MÉDICA

Alayne já recebeu alta da UTI e segue o tratamento em enfermaria na Área Verde. Apesar da excelente recuperação, os especialistas acreditam que ela precisa concluir medicações, se submeter a mais exames e ser observada pela equipe multidisciplinar. Apesar da gravidade dos ferimentos, as sequelas maiores são psicológicas.

Ela chegou no HGE com perfuração no crânio, causada por arma de fogo, além de uma lesão na mão esquerda. Ela chegou ao HGE, às 8h53, do último dia 20 de junho, recebeu o atendimento multidisciplinar na Área Vermelha Trauma, foi submetida à tomografia computadorizada e levada ao Centro Cirúrgico, onde se submeteu a uma craniectomia descompressiva com debridamento em tecidos desvitalizados e drenagem de hematoma cerebral, com remoção de fragmentos do projétil.

*com informações da assessoria do HGE

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