Na contramão do Brasil, consumo das famílias em Alagoas recua no mês de maio
Levantamento mostra que a redução só não foi maior devido às compras realizadas nas comemorações de Dia das Mães
Na contramão do País, o consumo das famílias alagoanas recuou 0,4%, enquanto que, em âmbito nacional, o aumento foi de 4,4% em maio. Apesar da queda mensal, na comparação anual, houve um aumento de 9,4%. Os dados são da pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF), realizada pelo Instituto Fecomércio AL, em parceria com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
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No contexto geral, todos os subindicadores que compõem o ICF recuaram em maio, demonstrando que "está sendo inevitável sentir o impacto da inflação e da alta de juros na economia local", como ressaltou Victor Hortencio, assessor econômico da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio AL).
Ainda na análise do economista, a queda no consumo só não foi mais forte devido ao Dia das Mães, segunda maior data comemorativa do ano para a capital. "As vendas de presentes para as mães, que este ano tiveram um aumento no tíquete médio, contribuíram para movimentar a cadeia virtuosa e seguraram os níveis de consumo", avaliou.
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Mesmo com 50,6% das pessoas se sentindo seguras no trabalho, tanto quanto estavam no ano passado, o subíndice emprego atual teve redução de 1,8%. Este resultado é reforçado pelo subíndice perspectiva profissional, pois 21,4% das pessoas não acreditam que terão alguma melhora profissional nos próximos seis meses e 13,4% não sabem responder.
A renda atual mostrou uma variação mensal positiva de 1,8%, com 51,9% das famílias tendo a sensação de que a renda está igual à do ano passado e, por consequência, um menor poder de compra.
Já dois subíndices apontaram para sentidos opostos: enquanto o acesso ao crédito teve variação positiva de 1,4%, o de momento para aquisição duráveis apresentou variação negativa de -2,3%, com 54,8% das famílias afirmando ser este um mau momento para a compra destes bens. Em uma análise conjunta, isso demonstra que a falta de condições favoráveis de crédito cria obstáculo à compra de bens duráveis, dificultando a evolução da economia.
*com informações da assessoria.

