Com alta de casos de dengue em Maceió, 120 terrenos baldios são autuados e notificados na capital
Atualmente, a capital alagoana tem mais de 500 casos confirmados da doença
Na capital, com a alta de casos de dengue, zika e chikungunya, a Prefeitura de Maceió notificou e autuou 120 terrenos baldios que trazem algum risco de proliferação do mosquito Aedes Aegypti , principal transmissor das três doenças. Até maio, a Superintendência Municipal de Desenvolvimento Sustentável (Sudes) recebeu 100 denúncias referentes a essas localidades.
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São locais com muita vegetação e lixos, onde, em tempos de chuva, costumam acumular água parada e, consequentemente, contribuem para a geração de focos do mosquito.
Atualmente, a capital alagoana tem mais de 500 casos confirmados dengue. Em 2022, entre janeiro e primeira semana de maio, houve um aumento de 273,71% de notificação de casos de dengue em comparação ao mesmo período do ano passado, em Maceió.
Foram notificados, de acordo com a Secretaria de Saúde de Maceió, 538 casos de dengue. Destes, 531 já foram confirmados e quatro ainda encontram-se em investigação. No mesmo período de 2021 foram notificados 156 casos de dengue.


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Os aumentos também foram registrados na capital para os casos de chikungunya (413,33%) e zika ( 137,5% ).
Em Maceió, bairros estão em alertas em decorrência do número de casos. São eles: Jaraguá, Poço, Ponta da Terra, Ouro Preto, Gruta, Jardim Petrópolis.
De acordo com o Código Municipal de Limpeza Urbana, o proprietário que abandonar um terreno pode ser multado. O dispositivo orienta que devem ser feitas a limpeza (retirada de vegetação e resíduos) e a drenagem da área, periodicamente. Caso não sejam feitas, o cidadão pode ser punido em até R$ 3 mil.
O proprietário deve ainda vedar o terreno com muro de tijolos ou cerca viva, sendo passível de sanção, que pode chegar à R$ 6 mil, caso não cumpra a regra.
Segundo o órgão municipal, a população também deve fiscalizar. Ao identificar um terreno abandonado perto da residência ou do bairro, o cidadão deve enviar foto ou vídeo do local, além do endereço completo, para a Central de Monitoramento da Sudes, através do Whatsapp 98802-4834, ou solicitar informações sobre como proceder no número 156 ou 0800 082 2600.
*Com assessoria

