Mãe denuncia que filho de 17 anos foi agredido e chamado de "negrinho" por agentes do Ronda no Bairro
Genitora informou que o menino foi discriminado e sofreu pressão psicológica; caso aconteceu na Rua Barão de Alagoas, no Centro, onde a vítima fazia uma entrega

Rayssa Cavalcante
12/05/2022 às 1:44 • Atualizada em 12/05/2022 às 4:00 - há XX semanas
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Uma mãe denunciou, nesta quinta-feira (12), que o filho de 17 anos foi agredido e sofreu injúria racial por dois agentes do Programa Ronda no Bairro. O caso aconteceu na Rua Barão de Alagoas, no Centro de Maceió, por volta das 10h50. O menino estava no local para fazer uma entrega.
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A Gazetaweb teve acesso ao Termo de Declarações da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Alagoas (OAB/AL), no qual, a mãe Claudevania de Souza Santos relatou o ocorrido. O documento informa que o jovem transitava em uma bicicleta, em frente a um estabelecimento comercial do Centro de Maceió, quando passou por agentes motorizados do Ronda no Bairro.
"Um policial disse: 'pare seu negrinho! Para logo seu negro'. Como a bicicleta do seu filho estava com problema no freio, tentou parar com os pés e, como não conseguiu parar imediatamente, o mesmo policial proferiu um chute nas costas do seu filho, onde veio a cair no chão, causando várias lesões e escoriações", diz trecho do documento.
Em seguida, ainda de acordo com o Termo de Declarações, os quatro agentes pararam as motocicletas em que estavam, mas somente dois deles desceram dos veículos, sendo estes os responsáveis por desferir as agressões.


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"Os quatro policiais pararam as motos, onde apenas dois desceram, e foram em direção ao seu filho, arrastando-o pela camisa. Em seguida, o pressionaram contra uma porta de rolo de um ponto comercial e passaram a proferir vários choques em sua barriga, em cima de uma cirurgia pela qual o mesmo passou recentemente", relatou a mãe à comissão da OAB/AL.
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O documento também informa que, no momento da agressão, os agentes teriam feito pressão psicológica no adolescente, perguntando se o mesmo fazia uso ou estaria em posse de drogas. "Depois da sessão de tortura, um dos policiais, em tom de ironia, disse: 'seu negro, você quer que eu chame uma ambulância para você não cair mais'", diz outro trecho.
Após o caso, Claudevania, além de procurar a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, registrou um Boletim de Ocorrência na Delegacia Especial dos Crimes Contra a Criança e o Adolescente da Capital - documento em que este portal de notícias também teve acesso.
Por meio de nota, o Programa Ronda no Bairro informou que a denúncia sobre o caso está sendo averiguada pela Superintendência do PRB, além de ressaltar que um processo administrativo está sendo aberto para averiguar a conduta dos agentes de proximidade da região.
"De antemão, destacamos que o Ronda no Bairro repudia todo e qualquer ato de agressividade de seus colaboradores ou qualquer outro indivíduo e atitudes como esta, se tiverem ocorrido, não serão toleradas", diz a nota.
