Alagoanos já pagaram R$ 5,3 bilhões em impostos este ano
Maceió, capital e maior município do Estado, já arrecadou R$ 239 milhões este ano
Do início do ano até a última sexta-feira (6), ou seja, quatro meses e seis dias, os alagoanos pagaram R$ 5,3 bilhões em impostos, de acordo com o Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Na última terça-feira (3), os brasileiros chegaram à marca de R$ 1 trilhão pagos em impostos este ano. Em 2021, a marca só foi alcançada em 19 de maio. Em relação a Alagoas, o valor pago é 11% maior do que no mesmo período do ano passado, quando o impostômetro marcava R$ 4,821 bilhões pagos pelos alagoanos.
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A arrecadação de impostos em Alagoas representa 0,46% do total nacional. Maceió, a capital e maior município do estado, já arrecadou R$ 239 milhões este ano. Em 2021, no mesmo período, esse montante era de R$ 214 milhões. Já Pindoba, cidade menos populosa de Alagoas, arrecadou R$ 506 mil este ano, ante R$ 455 mil em 2021.
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Em todo o ano passado, os alagoanos pagaram R$ 13,560 bilhões em impostos, 20% a mais que em 2020. Em todo o Brasil, a alta foi de 26%. Foram R$ 2,59 trilhões em 2021, ante R$ 2,05 tri em 2020.
Em nota, a ACSP diz que a maior arrecadação observada neste ano tem como base a inflação elevada - atualmente, está acima de 10%.”Quanto maior o preço, maior o imposto embutido. Alguns itens estão extremamente tributados, como é o caso dos combustíveis e da energia elétrica”, afirmou Marcel Solimeo, economista da ACSP.


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MÊS DAS MÃES
No mês das mães, os consumidores que saírem para comprar os presentes ou lembranças vão pagar pelo menos 36% em impostos no preço final do produto. No caso de perfumes importados, por exemplo, 78,99% são tributos. Os nacionais, um pouco menor, 69,13%. O cálculo é feito pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT).
Em entrevista coletiva na última quarta-feira (4), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), ressaltou a importância de se aprovar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 110/2019, a reforma tributária.
Pacheco afirmou que o texto relatado pelo senador Roberto Rocha (PSDB-MA) possui “o melhor conteúdo” de reforma tributária no Brasil e mencionou a importância de o Congresso apreciar a proposta juntamente a uma proposta que altera o imposto de renda, proposição do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).
“Eu tenho conversado com o presidente Arthur Lira. Ambos temos essa compreensão da importância de nós termos a evolução e a modernização do sistema de arrecadação numa reforma tributária. Eu tenho feito essa ponderação ao Senado, especialmente aos membros da Comissão de Constituição e Justiça, da importância de nós evoluirmos na PEC 110, mas sem prejuízo de uma análise do projeto do imposto de renda e que é um pedido da Câmara, do Arthur Lira.”
