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Promotoria denuncia 3 por suspeita de tortura em creche onde bebês foram amarrados

A diretora da escola, Roberta Regina Rossi Serme Coutinho da Silva, 40, e a irmã, Fernanda Carolina Rossi Serme, 37, estão presas

O Ministério Público de São Paulo denunciou sob suspeita de maus-tratos e tortura a diretora da Escola de Ensino Infantil Colmeia Mágica, na zona leste paulistana, a irmã dela e uma funcionária, após relatos de que crianças estavam sendo amarradas com lençóis.

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A medida foi divulgada nesta quarta-feira (4) pela Promotoria, que diz que as três mulheres ainda podem ser denunciadas sob acusação de associação criminosa.

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A diretora da escola, Roberta Regina Rossi Serme Coutinho da Silva, 40, e a irmã, Fernanda Carolina Rossi Serme, 37, estão presas. A funcionária, que não teve a identidade divulgada, responde em liberdade. A reportagem não conseguiu contato com a defesa dela.


De acordo com o Ministério Público, elas são suspeitas de manter ao menos nove crianças em situação degradante. O caso ganhou repercussão após o compartilhamento de vídeos, feitos com celular, em que crianças aparecem amarradas em carrinhos dentro de um banheiro da escola e chorando.

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Roberta da Silva, responsável pela escola, apresentou-se no último dia 28 à Delegacia Central de Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo. Ela estava foragida desde 21 de março, quando sua prisão temporária foi decretada pela Justiça.


Três dias antes, sua irmã havia sido presa em casa, na cidade de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo. As duas foram transferidas para o Complexo Penitenciário de Tremembé (a 140 km de SP).


Procurado pela reportagem, o advogado das irmãs disse que ainda não tinha recebido a denúncia e que não iria se manifestar sobre ela por enquanto. "A defesa mantém a tese de que alguém forjou a situação para prejudicar minhas clientes. Já conversei com elas [em Tremembé] e estou tomando todas as medidas necessárias, como pedidos de habeas corpus", declarou.


A Promotoria aguarda análise da denúncia pela Justiça, encaminhada à 23ª Vara Criminal da Capital. O Tribunal de Justiça de São Paulo afirmou que o caso ainda não foi distribuído para uma de suas varas criminais e que tramita em segredo de justiça.


Em depoimentos anteriores às prisões, as suspeitas negaram conhecimento sobre as cenas de tortura contra crianças. Apesar disso, elas reconheceram o banheiro como sendo da escola infantil. A defesa diz que o colégio busca descobrir quem fez as gravações e quem colocou as crianças naquela situação.


Segundo a Promotoria, funcionários e ex-funcionários da Colmeia Mágica afirmam que as crianças eram colocadas em bebês-conforto, amarradas com lençóis, quando choravam com insistência.


Além disso, de acordo com os relatos, cobertores eram colocados sobre as cabeças das crianças para abafar o choro. Conforme os funcionários, a prática acontecia a pedido da administração da creche.


Os promotores solicitaram ainda continuidade das investigações policiais para a apuração sobre a eventual participação de outros suspeitos no caso. Procurada, a SSP (Secretaria da Segurança Pública) afirmou que "diligências complementares prosseguem sob sigilo."

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