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Em um ano, mais de 2 mil vítimas de violência doméstica buscaram ajuda na Casa da Mulher

O local abriga mulheres, para que fiquem seguras e longe dos agressores, enquanto é deferida medida protetiva

O número é alto. 2.113 mulheres vítimas de violência doméstica em Alagoas buscaram algum tipo de ajuda na Casa da Mulher, uma casa de passagem que abriga mulheres para que fiquem longe dos agressores. Essa quantidade foi registrada em 11 meses, segundo o Tribunal de Justiça.

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“Os números são alarmantes. Dois mil atendimentos significa que a violência ainda está muito latente no Estado e que temos muita coisa para mudar. A Casa da Mulher Alagoana está aqui acolhendo e ajudando, fazendo uma pequena parte contra esse iceberg que nós temos. Os novos juízes vão receber casos de violência e poderão encaminhar pessoas para cá, como outros juízes já fazem e, desse modo, acolher essas mulheres da melhor forma possível”, explicou a coordenadora da instituição, Érika Lima. 

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A delegada Rosemary Chaves, que atua na Delegacia da Mulher, explica que o abrigo dar apoio às vítimas, já que elas poderão aguardar o deferimento das medidas protetivas longe de seus agressores. 

“Quando uma mulher vem procurar o nosso serviço, passa primeiro pelo atendimento da equipe psicossocial da casa, formada por assistentes sociais e psicólogas, que fazem uma análise, uma anamnese da situação social e psicológica da vítima. Após isso, havendo crime, a mulher é encaminhada para o nosso Núcleo de Polícia Civil. Nós solicitamos medidas protetivas de urgência e, vendo que essa mulher pode sofrer algum dano iminente, ela pode ficar abrigada aqui na casa junto com seus dependentes”, revelou.

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A Casa da Mulher Alagoana, programa de iniciativa do Poder Judiciário, está situada na Praça Sinimbu, no Centro, e funciona de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 17h. Durante a noite, finais de semana e feriados, as vítimas podem procurar abrigo na casa e serão recepcionadas pela Guarda Municipal.

*Com assessoria

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