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Italiano acusado de matar bacharel em Direito no Fórum de Maceió vai a júri popular em 31 de maio

Pasquale Palmieri vai sentar no banco dos réus um ano após o crime, que gerou ampla repercussão em Alagoas

O italiano Pasquale Palmieri vai sentar no banco dos réus, no dia 31 de maio de 2022, pela acusação de ter matado a tiros o bacharel em Direito José Benedito Alves de Carvalho, no dia 9 de março do ano passado, em frente ao Fórum de Maceió, no bairro do Barro Duro.

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A sessão do Tribunal do Júri deste caso, de grande repercussão em Alagoas, está marcada para começar às 9h, no Salão do Júri do Fórum Desembargador Jairon Maia Fernandes.

Pasquale foi pronunciado pela Justiça em janeiro deste ano e vai responder por homicídio consumado do bacharel e por homicídio tentado contra Mauricélia Schelemper, mulher da vítima e advogada da ex-esposa do italiano.

Um ano após o crime, Mauricélia informou ao Ministério Público de Alagoas (MPAL) que continua sofrendo ameaçadas por parte do acusado, mesmo ele estando na cadeia. Por este motivo, o Conselho Estadual de Segurança Pública (Conseg) renovou, recentemente, a segurança individualizada à disposição dela.

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Em depoimento, Pasquale confessou o crime contra o bacharel em Direito, sob a justificativa de que tinha um grande problema com José Benedito, mas nega que tentou matar Mauricélia. O italiano disse que é uma vítima da ganância e que a Justiça tirou bens dele no processo, levando-o a perder a cabeça, cometendo o assassinato.

Pasquale Palmieri disse que Biu, como a vítima era conhecida, controlava tudo e foi ele quem o “quebrou”. O italiano disse que alugou um carro porque não tinha um e botou adesivo para esconder a placa porque era “ingênuo”, e a quantidade em dinheiro no carro não era para fugir, era porque não podia botar dinheiro no banco. Disse ainda que fazia mais de um ano que tinha arma de fogo e munições.

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O crime

No dia 9 de março de 2021, conforme consta nos autos, em frente ao Fórum de Maceió, Mauricélia Schlemper e seu esposo José Benedito estacionaram o carro e seguiram ao encontro da ex-mulher do italiano. Pasquale se aproximou e, ironicamente, cumprimentou a advogada indagando se, naquele dia, chegariam a um acordo.

Ele teria sacado um revólver calibre 32 e mirou em direção à cabeça de sua ex-mulher avisando que “não teria acordo nenhum”. Apesar de puxar o gatilho, a munição falhou. Da mesma forma ocorreu quando apontou para a advogada Mauricélia.

José Benedito, vendo a intenção criminosa do italiano, passou à frente de Mauricélia e a empurrou, tirando-a do foco do denunciado, o que reforçou o ódio do denunciado, que, dessa vez, ao apertar o gatilho, conseguiu deflagrar dois tiros contra José Benedito, sendo um na mão e outro na região torácica. Ele morreu a caminho do hospital.

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