Ômicron XE no Brasil: 'Por enquanto, não há vírus que fure a vacinação', diz Atila Iamarino
Combinação entre vacinação e alta de casos no passado reduz possibilidade de casos graves, avalia biólogo, mas crianças com menos de 5 anos, idosos e imunossuprimidos continuam vulneráveis
A confirmação do primeiro caso da ômicron XE no Brasil na semana passada levantou preocupações já conhecidas pelos brasileiros em torno de mais uma onda de Covid-19. O biólogo e divulgador científico Atila Iamarino avalia no episódio #683 de O Assunto que o país está mais protegido do vírus, "por bons e maus motivos".
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"Além de nos vacinarmos, muita gente teve Covid aqui no Brasil. A combinação de imunidade entre quem se vacinou e pegou Covid é a mais protetora", diz. "Quem não se vacinou tem alguma proteção, mas pode ficar mal de novo porque o vírus regula o sistema e atrapalha a resposta imune. Quem se vacinou está mais protegido. Quem se vacinou e pegou Covid tem uma resposta ainda mais robusta, porque o vírus desperta a resposta da vacina."
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Em entrevista à Renata Lo Prete, Atila Iamarino ressalta a possibilidade de ondas mais leves do vírus no Brasil conforme a resposta a tendência de imunidade diminua - o que naturalmente acontece se não há reforço na vacinação.
"Por enquanto a gente não vê nenhum vírus nem no panorama internacional que fura a vacinação", explica o biólogo. "As vacinas seguram o vírus bem, mas a gente sabe que com as pessoas circulando e se vendo sem máscara e com aglomeração, na medida em que apareça algum vírus que escape, ele tem como circular muito rapidamente exclusivamente."


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Os grupos mais vulneráveis, segundo Atila, ainda são os idosos, imunossuprimidos e crianças com menos de cinco anos que ainda não são vacinadas no Brasil.
