Rússia cobra rapidez em acordo; Ucrânia crê em mais 20 dias de ataques
Guerra avança pelo 27º dia de conflito; russos e ucranianos ainda não encontraram um consenso para um acordo de cessar-fogo
O guerra avança pelo 27º dia de conflito. Russos e ucranianos ainda não encontraram um consenso para um acordo de cessar-fogo.
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Ministros dos dois países adiantaram nesta terça-feira (22/3) o que esperam para os próximos dias: a Rússia cobrou celeridade nas negociações de paz. Na contramão, a Ucrânia acredita em, ao menos, mais três semanas de bombardeios.
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O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmitro Kuleba, disse que a guerra deverá acabar em duas ou três semanas. Segundo o ministro, a Rússia tem poucos suprimentos para continuar a investida militar.
Nesta terça, o porta-voz do governo do Kremlin, sede do governo russo, Dmitri Peskov pediu que as negociações fossem retomadas. “Gostaria que as negociações fossem mais enérgicas, mais substanciais”, destacou o representante de Vladimir Putin.


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Zelensky quer reunião
Na tentativa de uma reunião com Putin, o líder ucraniano, Volodymyr Zelensky, admitiu que pode entregar o controle de regiões separatistas, como Donbass e a Crimeia, anexada ao território da Rússia em 2014.
Nesta terça-feira (22/3), em entrevista exibida pela TV estatal ucraniana, Zelensky voltou a propor uma conversa com Putin para discutir o fim da guerra.
“Se eu tiver essa oportunidade e a Rússia tiver o desejo, poderemos abordar todas as questões. Resolveríamos tudo lá? Não, mas existe a possibilidade de que possamos ao menos parar parcialmente a guerra”, destacou.
ONU dá ultimato
Prestes a completar um mês, o conflito no Leste Europeu parece longe do fim. A Organização da Nações Unidas (ONU) deu um ultimato para o fim da guerra e frisou que as negociações — que nos últimos dias estão estagnadas — devem continuar.
Nesta terça-feira, em entrevista a repórteres de agências internacionais de notícias, o secretário-geral da ONU, Antônio Guterres, cobrou categoricamente o fim da guerra na Ucrânia.
“Esta guerra não é vencível. Mais cedo ou mais tarde terá que passar dos campos de batalha para a mesa de paz. Isso é inevitável. A única questão é quantas vidas mais devem ser perdidas? Quantas bombas mais devem cair?”, alertou.
