Exército russo sequestrou quatro jornalistas em Melitopol, diz agência
Informações foram divulgadas pela agência de notícias Interfax nesta segunda-feira (21/3); a Rússia não comentou o caso
O Exército russo teria sequestrado um grupo de quatro jornalistas na cidade de Melitopol, que está sobre domínio das tropas da Rússia no momento.
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As informações foram divulgadas pela agência de notícias Interfax nesta segunda-feira (21/3). A Rússia não comentou o caso.
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“Hoje, homens armados chegaram à casa dos jornalistas da MV-Holding e os levaram em uma direção desconhecida”, afirmou o sindicato dos jornalistas do país, conforme agências internacionais.
Mykhailo Kumok, editor; Yevhenia Borian, editora de produção; Yulia Olkhovska e Liubov Chaika, repórteres; estariam sob o poder dos militares russos.


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Impactos da guerra
O ministro da Defesa ucraniano, Oleskii Reznikov, apresentou balanço da destruição que a guerra provocou no país desde o início do conflito, em 24 de fevereiro.
Nesta segunda-feira, Reznikov afirmou que o Exército russo destruiu 400 escolas e 110 hospitais. A guerra chegou ao 26º dia.
Além disso, mais de 150 crianças morreram durante o conflito no Leste Europeu. “Eles estão cometendo um ato real de genocídio na Ucrânia”, frisou.
Durante o mesmo evento, o ministro da Defesa britânico, Ben Wallace, defendeu a Ucrânia e pediu para que o presidente russo, Vladimir Putin, admitisse estar errado e deixasse o país.
Negociações estagnadas
A estagnação das negociações para um acordo de paz no Leste Europeu continua impedindo o fim da guerra. Nesta segunda-feira, o governo russo voltou a reclamar da falta de entendimento.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, em entrevista a agências internacionais de notícias em uma teleconferência, admitiu que não houve progresso nas conversas com o governo ucraniano.
Além disso, descartou possível reunião entre o presidente russo, Vladimir Putin, e o mandatário ucraniano, Volodymyr Zelenskiy.
A Rússia acusa a Ucrânia de paralisar as conversações de paz, fazendo propostas inaceitáveis. A Ucrânia disse que está disposta a negociar, mas não se renderá nem aceitará ultimatos russos.
“Para que possamos falar de uma reunião entre os dois presidentes, é preciso fazer o dever de casa. As conversações têm que ser realizadas, e seus resultados têm que ser acordados”, disse Peskov. E emendou: “Não houve nenhum progresso significativo até agora”.
