Ucrânia retirou 190 mil de zonas de ataque; ONU contabiliza 847 mortes
Desde o início do conflito, pelo menos 1.399 pessoas ficaram feridas; em Kiev, 228 pessoas morreram, diz o governo local
O governo e organizações internacionais tentam contabilizar os impactos da guerra na Ucrânia. Neste sábado (19/3), a vice-primeira-ministra do país, Irina Vereshchuk, informou que o governo retirou 190 mil civis de áreas atingidas, por meio de corredores humanitários, desde o início do conflito. Já a Organização das Nações Unidas (ONU) apresentou número de mortos atualizado: 847, a maioria causada por armas explosivas. Pelo menos 1.399 pessoas ficaram feridas.
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O número real, reconhece a própria ONU, deve ser consideravelmente maior, já que há cidades, como a portuária Mariupol, nas quais é difícil obter relatórios independentes.
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Já o governo ucraniano informou que 228 pessoas morreram somente em Kiev. Outras 900 teriam se ferido durante os bombardeios.
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O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, acusou o presidente russo, Vladimir Putin, de fazer o que chamou de “terrorismo de Estado” na guerra no Leste Europeu, além de “chantagem nuclear” com o mundo.
Neste sábado, Zelensky falou ao parlamento suíço. O discurso é emblemático: historicamente, a Suíça é um país neutro em relação a conflitos. Agora, se posicionou contra a invasão russa à Ucrânia.
“É muito importante defender a paz e a liberdade de todos nós. Crimes estão sendo cometidos por um país enorme e com potencial nuclear”, iniciou. Ao longo do discurso, Zelensky frisou. “A Rússia começou essa guerra estupida e cruel contra nós. Precisamos cortar o terrorismo de Estado”, concluiu.
Segundo o presidente ucraniano, esse é um momento de união global para deter Putin e a violência contra a soberania dos países. “Mudou para cada um dos ucraniano, para cada um dos europeus”, reiterou.
Zelensky atualizou o número de crianças mortas na guerra. “Hoje, já temos 112 crianças mortas na Ucrânia”, afirma.
Antes de discursar no Congresso suíço, Zelensky foi convidado a falar nos parlamentos dos Estados Unidos, do Reino Unido, da Polônia, do Canadá e no da União Europeia.
Acordo estagnado
O mundo espera ansiosamente por um acordo de paz que ponha fim à guerra no Leste Europeu. Contudo, ao menos do lado russo, a negociação está estagnada. Até mesmo uma conversa entre os presidentes Vladimir Putin, da Rússia, e Volodymyr Zelensky, da Ucrânia, foi descartada.
Em entrevista à agência estatal russa de notícia TASS, o chefe da delegação russa para as negociações, Vladimir Medinsky, informou que o documento que baliza o cessar-fogo ainda não está pronto. As declarações foram divulgadas neste sábado (19/3).
Nas últimas horas, as tropas russas intensificaram os ataques ao sul ucraniano. Cidades estão sob forte bombardeio, e o governo da Ucrânia admite que perdeu o acesso ao Mar de Azov.
Neste sábado, a guerra completa 24 dias. A invasão e os bombardeios russos começaram em 24 de fevereiro. Russos e ucranianos tentam, sem sucesso, negociar um acordo de cessar-fogo.
Nas últimas horas, as tropas russas intensificaram os ataques ao sul ucraniano. Cidades estão sob fortes ataques, e o governo da Ucrânia admite que perdeu o acesso ao Mar de Azov.
