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Drama na Santa Mônica: mães denunciam superlotação e estrutura precária na maternidade

"A gente está sendo expulsa de cadeira quebrada", diz mulher ao relatar situação

As mães de bebês que precisam ficar internados na Maternidade Santa Mônica relatam o drama de se instalarem no local para acompanhar de perto o tratamento médico dos filhos recém-nascidos. São cadeiras quebradas, colchões rasgados, vasos danificados, ausência de iluminação nos banheiros, além da superlotação existente na unidade de saúde, que é voltada para atendimento de alto risco, e fica localizada no bairro do Poço, parte baixa de Maceió.

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Além de todos esses problemas, as mães dizem ainda que faltam insumos. Uma delas, que havia pouco tempo que tinha dado à luz, afirma ter precisado comprar, por conta própria, os insumos.

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Em um vídeo gravado para a TV Gazeta, Jannaina Mendes, que deu à luz há poucos dias, faz um relato, enquanto chora diante do celular. Ela afirma que foi expulsa de uma cadeira quebrada, para que o equipamento, mesmo danificado, fosse destinado a outra mãe que teve parto cesáreo.

"Eu estou na maternidade e em uma cadeira quebrada, sem poder ficar com minha filha na UTI, porque não tem estrutura na maternidade para as mães estarem. A gente está sendo expulsa de uma cadeira quebrada. Tendo que ir embora, deixar seus filhos na UTI, colocando paciente em cima de paciente sem ter estrutura para manter", relata aos prantos.

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No momento do vídeo, ela direciona a câmera para uma cadeira quebrada, informando que a maternidade reservava o assento para uma mulher que "acabou de parir de cesárea".

A Defensoria Pública foi provocada sobre a situação. O defensor-público geral do órgão, Carlos Eduardo, disse que foi instaurado um procedimento interno para verificar a veracidade dos fatos "e tomar as medidas cabíveis para que tudo seja sanado, bem como se foi verificado o protocolo de atendimento da denunciante".

A Maternidade Santa Mônica é destinada a recém-nascidos com alto risco, por isso, os bebês ficam internados na maternidade. Como consequência, as mães também ficam no local para acompanhar a evolução médica dos bebês, até receberem alta. Com a superlotação, muitas delas precisam voltar para casa e retornar à maternidade com frequência.

A unidade de saúde, em nota à TV Gazeta, admitiu que a maternidade está superlotada. Reconheceu também o direito que as mães têm de acompanhar os bebês. Mas disse que o local não tem espaço para acomodar todas elas. Afirmou ainda que, para atenuar o problema, prioriza o espaço para as genitoras que residem no interior e que garante refeição e poltronas para as mães da capital. Em nota, informou ainda que os espaços destinados às mães passam por manutenções frequentes.

*Com informações da TV Gazeta

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