Sem avanço na negociação por reajuste salarial, rodoviários de Maceió podem deflagrar greve
Sindicalistas alegam que a data-base venceu no dia 1º de março e que os trabalhadores amargam três anos sem melhores salários

Regina Carvalho, com assessoria
04/03/2022 às 2:39 • Atualizada em 04/03/2022 às 5:10 - há XX semanas
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Sem avanço na negociação sobre melhoria salarial, rodoviários podem deflagrar greve em Maceió. O alerta foi feito pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado de Alagoas (Sinttro/AL), após reunião nessa última quinta-feira (3), com empresários do setor de transporte urbano de Maceió.
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“A possibilidade de nos encaminharmos para um movimento grevista é forte”, disse o presidente do Sinttro/AL, Sandro Reges. Segundo a entidade, os pontos econômicos da pauta entregues às empresas não chegaram nem mesmo a ser debatidos, pois os empresários alegaram dificuldades. Outra reunião deve acontecer no dia 11 de março.
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Os sindicalistas alegam que a data-base já venceu no dia 1º de março e que os trabalhadores amargam três anos sem reajuste. Por isso, eles querem urgência na negociação, que será decisiva para sanar algumas dificuldades enfrentadas pelos rodoviários.
“Quando negociamos ano passado, ao invés de avançar, tivemos perdas, diminuição do nosso ticket e quase perdemos nosso plano de saúde. Além disso, naquela ocasião, a pedido do Ministério Público do Trabalho, acatamos a decisão de deixar para negociar nosso reajuste salarial referente a 2020, 2021 e, agora, 2022 nesse momento, por isso, não dá mais para esperar”, disse o presidente do Sinttro/AL, Sandro Reges.


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Segundo o sindicalista, os empresários argumentam que só podem negociar com a participação da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT), que ajude com uma readequação do subsídio dado ao setor desde o ano passado.
“Isso representa mais arrocho para nós, tá faltando comida na mesa e outras coisas básicas. Por isso, a possibilidade de nos encaminharmos para um movimento grevista é forte, dentro da legalidade, mas tudo tem um limite, portanto, vamos aguardar um pouco, mas tudo dependerá da decisão da categoria e de como os patrões irão se posicionar nos próximos dias”, completou Sandro Reges.
