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422 mil deixaram a Ucrânia em razão da invasão russa, diz ONU

Organização diz que ao menos 102 civis foram mortos, mas admite que número deve ser bem maior

A Organização das Nações Unidas (ONU) informou nesta segunda-feira (28) que 422 mil pessoas deixaram Ucrânia em razão da invasão russa, iniciada há 5 dias.

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Ao menos 102 civis foram mortos e 304 ficaram feridos no conflito, de acordo com a organização. Mas os números devem ser bem maiores, segundo a própria ONU – no domingo, o governo ucraniano falava em 352 mortos e 1.684 feridos.

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"A maioria desses civis foram mortos por armas explosivas com uma área de impacto grande, inclusive bombardeios com artilharia pesada, lançamento de foguetes e ataques aéreos". Temo que os números sejam muito maiores", disse a chefe de direitos humanos da ONU, Michelle Bachelet.

Nesta segunda (28), a Assembleia Geral da ONU deve fazer uma sessão extraordinária sobre a invasão da Ucrânia pela Rússia. O encontro foi aprovado no domingo (27) pelo Conselho de Segurança da organização.

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A resolução que prevê o encontro foi promovida pelos Estados Unidos e pela Albânia e aprovada por 11 países, com o voto contrário da Rússia e a abstenção de China, Índia e Emirados Árabes – para este tipo de resolução, nenhum país tem direito a veto.

Posicionamento do Brasil

O governo brasileiro votou a favor da reunião extraordinária, mas esse voto foi uma mudança de posição do país.

No primeiro dia da guerra, na quinta (24), uma nota do Ministério das Relações Exteriores dizia que o governo brasileiro acompanhava com grave preocupação a deflagração de operações militares da Rússia contra a Ucrânia. E fazia um apelo à suspensão imediata das hostilidades e ao início de negociações conducentes a uma solução diplomática para a questão.

Em Brasília, embaixadores da União Europeia e representantes dos Estados Unidos, Japão e Reino Unido cobraram que o Brasil votasse a favor da resolução do Conselho de Segurança da ONU para condenar a invasão da Rússia à Ucrânia.

Na sexta-feira (25), na reunião do conselho da ONU, houve a mudança. Pela primeira vez, o Brasil, que vinha evitando responsabilizar o governo russo, se manifestou oficialmente contra a invasão. O embaixador brasileiro, Ronaldo Costa Filho, disse que o Conselho de Segurança deveria agir prontamente quanto ao uso da força contra a integridade territorial de um estado-membro.

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